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Programa Alimentar Mundial: Quase 6 milhões passam fome, vítimas do Boko Haram

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas diz que 5,6 milhões de refugiados passam fome na região do Lago Chade, vítimas da violência do Boko Haram.

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Programa Alimentar Mundial: Quase 6 milhões passam fome, vítimas do Boko Haram

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A violência causada pelo grupo jihadista nigeriano Boko Haram na região do Lago Chade deu origem a uma situação de fome e subnutrição generalizada entre os refugiados de diferentes países considerada como “catastrófica” pelo Programa Alimentar Mundial.

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São pessoas que (...) deixaram tudo pra trás, incluindo a comida cultivada, as roupas, as ferramentas de trabalho e as redes de pesca. A maioria conta apenas com ajuda humanitária para sobriver.

Segundo a “Organização das Nações Unidas“http://www.un.org/en/index.html:, 5,6 milhões de pessoas sobrevivem na região africana qualquer tipo de alimentação.

O Programa Alimentar Mundial diz que tem vindo a intensificar as operações na região do Lago Chade, à medida que os refugiados, vítimas das pilhagens e dos massacres que vão ocorrendo na região, vão chegando.

“São pessoas que fogem, por exemplo, da violência nas ilhas perto da Nigéria, pessoas que deixaram tudo pra trás, incluindo a comida cultivada, as roupas, as ferramentas de trabalho, as redes de pesca. A maioria conta apenas com ajuda humanitária para sobriver”, diz Alexis Masciarelli, porta-voz do Programa Alimentar Mundial.

As Nações Unidas dizem que, se a situação se prolongar, à medida que se vão intensificando os ataques, os casos de fome crónica poderiam aumentar, especialmente em países como a Nigéria, o Níger, o Chade e os Camarões.

Os militantes do Boko Haram lutam pelo estabelecimento de um Estado obediente à charia, a lei islâmica, no Nordeste da Nigéria, desde há treze anos, tendo recentemente intensificado os ataques a países vizinhos. A aumento dos ataques jihadistas e da violência dos mesmos levou os governos da Nigéria e do Níger a ofensivas militares conjuntas contra os militantes.

O Boko Haram foi fundado em 2002, altura em que os seus ataques se concentravam em instituições escolares com sistemas de educação ocidentais, considerados como pecado ou haram (em língua árabe) pelos jihadistas.

O grupo armado começou com operações de corte militar em 2009. Cinco anos mais tarde, em 2014, leva a cabo uma das suas mais conhecidas operações: o rapto de 276 meninas, estudantes num colégio interno nigeriano em Chibok (Estado de Borno, nordeste), enquanto estas dormiam.

Em março de 2015, o Boko Haram juntou-se ao auto-proclamado Estado Islâmico ou Daesh, (pela sigla em língua árabe) e considera a região nigeriana onde deseja instalar um califado, o Estado de Borno, como “a província ocidental africana do Estado Islâmico.”