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Alvos nucleares dos EUA na Guerra Fria


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Alvos nucleares dos EUA na Guerra Fria

Os Estados Unidos divulgaram uma lista até agora secreta dos alvos prioritários para um ataque nuclear nos primeiros tempos da Guerra Fria (1959).

É a primeira vez que Washington revela alvos de uma possível guerra nuclear.

O documento do ‘Strategic Air Command’, com cerca de 800 páginas, assenta na premissa que o primeiro ataque poderia decidir o destino de uma eventual guerra e portanto teria de ser massivo.

Como na altura os mísseis lançados de terra ou do mar ainda estavam nos primórdios da sua evolução, muitos dos alvos identificados são bases militares de onde a União Soviética poderia lançar ataques contra os Estados Unidos ou países da NATO.

Indiferente aos danos colaterais que uma bomba nuclear poderia provocar junto da população civil, muitos alvos para largar uma bomba nuclear estão em grandes urbes.

Na lista de mais de 1200 cidades, Moscovo (179 alvos potenciais) e Leninegrado (145 alvos) são naturalmente os dois objetivos prioritários, mas também há espaço para metrópoles como Pequim, Berlim-Leste ou ainda Varsóvia. O objetivo militar era a “destruição sistemática” das infraestruturas industriais. Em violação das convenções internacionais, as populações também eram identificadas como alvos.

As bombas nucleares a utilizar nos alvos principais eram substancialmente mais potentes do que as que foram largadas no Japão e é mesmo pedida a criação de uma bomba de 60 megatoneladas, 4200 vezes mais potente do que a que destruiu Hiroshima.

Em 1959, os Estados Unidos possuíam cerca de 12.000 armas nucleares. Dois anos depois eram quase o dobro: 22.229.

Fonte: George Washington University

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