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Argentina: Clara não é, afinal, a neta de Chicha Mariani

Testes de ADN do Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina permitem concluir que não existe relação de parentesco entre as duas mulheres.

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Argentina: Clara não é, afinal, a neta de Chicha Mariani

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Após quase quatro décadas de procura, Maria Mariani, a avó da Praça de Maio, mantinha a esperança de reencontrar a neta, raptada, como muitas outras crianças, pelos militares da ditadura argentina, no final dos anos setenta.

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Chicha Mariani está muito triste e muito magoada. Estamos mesmo preocupados pela sua saúde.

Mas, Maria Isabel Chorobik de Mariani, a criadora da Fundação das Avós da Praça de Maio nunca esperou que um dia lhe acontecesse o que acabou por acontecer.

Clara Anahí, de 39 anos, raptada em novembro 1976, foi anunciada por Mariani como a sua neta desaparecida na passada quinta-feira.

No entanto, dois testes de ADN realizados pelo Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina permitiram concluir que não existe qualquer relação de parentesco entre Maria Mariani ou Chicha, como é carinhosamente conhecida na Argentina, e Clara Anahí, de 39 anos.

“Chicha Mariani está muito triste e muito magoada. Estamos mesmo preocupados pela sua saúde”, disse Carlos Ramos Padilla, o seu biógrafo.

“Estamos sempre com ela. Pediu que falassemos convosco para expressar a sua gratidão por todas as mensagens de apoio”, concluiu Ramos Padilla.

Associações de defesa dos Direitos Humanos dizem que cerca de 30 mil pessoas desapareceram, foram torturadas e assassinadas durante a ditadura argentina.

A Fundação das Avós da Praça de Maio foi fundada em 1977 para encontrar as crianças roubadas durante esse período (1976-1983).

Até agora, conseguiram encontrar 119 crianças cujos pais foram dados como desaparecidos, muitos eliminados pelas autoridades durante a ditadura.

Chicha fez saber que a sua luta continua.