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2016: da crise de refugiados à exploração espacial, o futuro vai começar

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2016: da crise de refugiados à exploração espacial, o futuro vai começar

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A cortina pode ter baixado, mas a história de 2015 não acabou. Muito do que se passou vai ter influência nos acontecimentos futuros. Antevemos agora os eventos chave, as tendências e os temas dos próximos 12 meses que vão modelar o mundo e impactar nas nossas vidas.

A guerra na Síria, o autodenominado Estado Islâmico e as conversações de Viena

A Síria continua talvez a ser o maior desafio para a estabilidade global. A partir da base em Raqqa, o autodenominado Estado Islâmico mantém um reinado sangrento, exportando a ideologia extremista subjacente a ataques terroristas pelo mundo fora.

O Ocidente e a Rússia podem estar unidos na causa comum de derrotar os jihadistas, mas estão profundamente divididos sobre o futuro governo da Síria, em particular sobre o destino de Bashar al-Assad. Poderão eles – e os vários e divididos partidos locais – superar divergências e chegar a acordo? A entrar em 2016, há esperança com as conversações começadas em Viena.

As negociações formais apoiadas pelas Nações Unidas estão agendadas para início de janeiro. O caminho é longo e os resultados são incertos.

A crise de refugiados na Europa

O esperado acordo político na Síria visa atenuar a tragédia dos refugiados que matou milhares e deixou outros tantos no exílio. O êxodo rumo à Europa forçou as potências mundiais à ação com promessas de asilo que agora vão ter de cumprir.

Enquanto os vizinhos da Síria já receberam milhões de deslocados, a receção dos países da Europa, e não só, vai acertar passo nos próximos meses. Ao longo do ano, comunidades de acolhimento vão receber um número crescente de refugiados.

Mas o plano da União Europeia para receber mais 120 mil refugiados, maioritariamente na Alemanha, é contestado, dividindo países e, nalguns casos, populações e políticos. Isso refletiu-se em várias eleições pela Europa fora este ano, com atitudes endurecidas pelos ataques terroristas de Paris.

E a tragédia humana pode continuar: prevê-se que o fluxo em direção ao ocidente se intensifique, com a meteorologia a melhorar no mediterrâneo.
Contudo, a União Europeia espera salvar muitas vidas com a Operação Sofia, dirigida a traficantes de pessoas e aos barcos que operam.

As eleições para a Casa Branca

A preocupação com a segurança face à migração tem sido exponenciada na agenda das eleições presidenciais dos Estados Unidos – normalmente dominada por assuntos internos -, pelo massacre de San Bernardino e pelas declarações incendiárias de Donald Trump.

Em 2016 os republicanos estão em cisão. Ter Trump como candidato de primeira linha confunde a elite do partido opondo o pensamento independente ao populismo na corrida para a convenção de nomeação em julho. A série de votos de nomeação começa com o caucus de Iowa a 1 de fevereiro.

Em comparação, a batalha democrata soa aborrecida, com Hillary Clinton a liderar, com apenas três opositores de peso. Sem controvérsia nem lutas internas, o processo culmina na conferência de nomeação do partido no fim de julho.

Seja quem for candidato, a preparação para o voto para a Casa Branca a 8 de novembro será certamente uma das mais interessantes disputas presidenciais dos últimos tempos.

Desporto: UEFA, FIFA e Jogos Olímpicos

As competições desportivas vão dominar os meses de verão, com a festa do futebol europeu a começar em junho. A França recebe o torneio da UEFA agora com 24 países e, no rescaldo dos atentados de Paris, são esperados níveis de segurança nunca antes vistos.

Por essa altura terá começado uma nova era no futebol depois das eleições presidenciais na FIFA a 26 de fevereiro, o capítulo final do reinado de Sepp Blatter, manchado pela corrupção.
Os campeões europeus são coroados a 10 de julho, mas os fãs desportivos esperam pouco até aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, três semanas depois.
Os organizadores esperam que uns Olímpicos limpos apaguem a memória dos escândalos de dopping da edição anterior.

O ano da descoberta espacial

Vão ser 12 meses de acontecimentos e de outros planetas também, porque bem acima de nós a descoberta continua. No calendário de exploração está o primeiro voo espacial da Índia com tripulação humana e a chegada da sonda Juno da NASA a Júpiter, no verão. E, deixamos-lhe aqui imagens, o lançamento inaugural do projeto cooperativo russo e da Agência Espacial Europeia ExoMars, em março.