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EUA: Obama "desarma" Congresso com plano para reduzir violência armada

Foi rodeado de sobreviventes e familiares de vítimas de tiroteios nos Estados Unidos e com críticas duras à maioria republicana no Congresso e ao

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EUA: Obama "desarma" Congresso com plano para reduzir violência armada

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Foi rodeado de sobreviventes e familiares de vítimas de tiroteios nos Estados Unidos e com críticas duras à maioria republicana no Congresso e ao lóbi das armas, que Barack Obama apresentou o seu plano para reduzir a violência armada no país.

Um conjunto de medidas, baseadas apenas nos poderes executivos e limitados do presidente, que pretende reforçar a aplicação da legislação vigente para diminuir as cerca de 30 mil mortes anuais causadas por incidentes armados nos EUA.

Entre as medidas apresentadas durante um discurso emotivo, pontuado por uma lágrima, encontra-se a verificação sistemática de registos criminais e de problemas de saúde mental para todos os compradores de armas de fogo.

“Muitas coisas não aconteceram de um dia para o outro. O direito de voto para as mulheres não foi de um dia para o outro. A libertação dos afro-americanos ou os direitos para a comunidade homossexual não surgiram de um dia para o outro, foram necessárias décadas de trabalho. A dificuldade não é uma desculpa para não tentarmos modificar a situação”, sublinhou Obama.

O presidente norte-americano anunciou ainda o reforço dos meios das agências federais com mais 200 agentes para sancionar infrações, nomeadamente todos os vendedores de armas que não tenham licença para efetuar transações (um crime passível de cinco anos de prisão e 250 mil dólares de multa).

A melhoria da segurança das armas de fogo e da ajuda legal a vítimas de tiroteios e de violência doméstica, são outras das medidas apresentadas por Obama, que não hesitou em apelar à opinião pública para que utilize o seu poder de voto para fazer pressão sobre a classe política.

Uma estratégia mais modesta do que aquela chumbada pelo Congresso em 2013, mas que pretende contornar as duas câmaras controladas pela maioria republicana, avessa a qualquer controlo sobre o direito ao porte de armas.