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Irlandesa Enya lança "Dark Sky Islands" e admite regresso aos palcos

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Irlandesa Enya lança "Dark Sky Islands" e admite regresso aos palcos

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Enya está de volta aos discos. Aos 54 anos, a irlandesa Eithne Ní Bhraonáin (nome de batismo) lança o oitavo álbum de estúdio de uma carreira com

Enya está de volta aos discos. Aos 54 anos, a irlandesa Eithne Ní Bhraonáin (nome de batismo) lança o oitavo álbum de estúdio de uma carreira com mais de 35 anos iniciada nos Clannad, um projeto familiar de inspiração celta. “So I could Find My Way” foi um dos primeiros avanços de “Dark Sky Islands”, um disco inspirado nas noites da ilha de Sark, situada ao largo da Normandia, no Canal da Mancha, onde automóveis, por exemplo, estão proibidos.

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Voltamos sempre ao sucesso de 'Orinoco Flow'. Quando a música foi lançada tornou-se num sucesso sem que as pessoas soubessem quem eu era

“Foi a seis meses de terminar (o disco) que a ideia de uma viagem começou a surgir. Foi a viagem à ilha de Sark. Uma viagem com as pessoas e aquele espaço, uma viagem física, de ecos e chuva, de regresso a casa. Pode ter sido também uma viagem de emoções. Por isso, a viagem foi um dos temas fortes que evoluiu neste disco”, explicou Enya, responsável não só pe,a voz como pela generalidade dos instrumentos na gravação deste novo registo — apenas o duplo baixo no tema “Even the Shadows” foi gravado por outro músico, Eddie Lee.

A carreira a solo da irlandesa arrancou em 1986, com a gravação de um álbum homónimo. Dois anos volvidos, surgiu nas lojas “Watermark” e nas rádios “Orinoco Flow”, o tema que lançaria Enya para o sucesso. A artista reconhece a importância dessa música emblemática e sublinha o papel do próprio tema no êxito pessoal, que a levou a vencer cerca de 80 milhões de discos em todo o mundo e a tornar-se na artista irlandesa de maior sucesso comercial a solo.

“Voltamos sempre ao sucesso de ‘Orinoco Flow’. Quando a música foi lançada tornou-se num sucesso sem que as pessoas soubessem quem eu era. Algumas diziam-me que nem sabiam se era uma banda ou apenas uma cantora. Não sabiam nada. As pessoas gostaram da música e, enquanto artista, adorei o facto de que o êxito se focou na música”, destacou.

O novo álbum de Enya, o primeiro em 7 anos depois da edição em 2008 de “And the Winter Came…”, foi lançado a 20 de novembro, o mesmo dia em que saiu o terceiro longa duração da inglesa Adele, “25”. Talvez por isso “Dark Sky Islands” passou um pouco despercebido apesar de ter sido bem recebido pela crítica. Uma digressão de promoção deste novo disco não está ainda confirmada, mas Enya admite ser muito possível o regresso aos palcos este ano.