This content is not available in your region

"Sauditas e Iranianos tomaram posições ligadas aos partidos fundamentalistas"

Access to the comments Comentários
De  Euronews
"Sauditas e Iranianos tomaram posições ligadas aos partidos fundamentalistas"

<p>Para comentar o impacto da tensão diplomática entre a Arábia Saudita e o Irão, a Euronews entrevistou Firas Abi Ali, analista sobre assuntos do Médio Oriente. </p> <p>Kawtar Wakil: Qual foi o motivo para vários países do Golfo cortarem relações diplomáticas com o Irão? </p> <p>Firas Abi Ali: Para a Arábia Saudita é uma oportunidade para resistir à pressão dos Estados Unidos para encontrar uma solução para os conflitos na Síria e no Iémen.</p> <p>Significa que a atual crise dá aos sauditas uma desculpa para adiar negociações com vista a encontrar uma solução para a Síria.</p> <p>Não seria do interesse da Arábia Saudita, se tivermos em conta a balança do poder no terreno.</p> <p>Kawtar Wakil: A posição iraniana vai inflamar outras tensões depois das ameaças feitas pelo aiatola Khamenei?</p> <p>Firas Abi Ali: A realidade é que tanto a Arábia Saudita como o Irão tomaram posições radicais ligadas aos partidos fundamentalistas. Não acho que o governo de Rohani quer acabar com os esforços diplomáticos na Síria e no Iémen. </p> <p>Mas o Irão apoiou extremistas internos durante muitos anos, o que levou à situação em que é capaz de prevenir ataques e tomar ações contra militantes no país.</p> <p>O mesmo se aplica aos sauditas, que trabalharam para exportar o Wahhabismo durante anos à custa dos xiitas.</p> <p>Kawtar Wakil: Quais são os impactos diretos na região, em especial para o Irão e para a Arábia Saudita? E o cancelamentos dos voos de e para o Irão?</p> <p>Mr Firas Abu Ali: Não creio que o impacto económico seja significativo porque as trocas comerciais entre os dois países são limitadas. No entanto, o comércio é forte entre o Irão e os Emirados Árabes Unidos e outros Estados do Golfo. Estes países reduziram a presença diplomática sem, no entanto, quebrar os laços comerciais ou as relações diplomáticas.”</p>