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UE: Euroceticismo e crise dos refugiados marcam arranque da presidência holandesa

Crescimento e emprego são as grandes prioridades da Holanda, país que acaba de assumir a presidência rotativa da União Europeia. Para Amesterdão é

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UE: Euroceticismo e crise dos refugiados marcam arranque da presidência holandesa

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Crescimento e emprego são as grandes prioridades da Holanda, país que acaba de assumir a presidência rotativa da União Europeia.
Para Amesterdão é fundamental restabelecer o contacto entre as instituições e os cidadãos, numa altura em que cresce o euroceticismo.

A presidência holandesa, que se encontra esta quinta-feira com o presidente da Comissão Europeia, vai ainda ter de lidar, nos próximos seis meses, com a crise dos refugiados. Um problema que o país conhece bem: só em 2015 foram entregues 60 mil pedidos de asilo, cinco vezes mais que no ano anterior.

Jasper Kuipers, vice-diretor do Conselho Holandês para os Refugiados, lembra que “não deve haver um ponto de viragem em que a sociedade vai dizer “temos de parar com isto”. Mas acredito que a falta de soluções europeias, a falta de soluções políticas estão a preocupar os cidadãos. Eu próprio estou preocupado. Espero que durante a presidência holandesa possam surgir soluções concretas para este problema europeu”.

Esta presidência também está preocupada com os gastos: todos os encontros vão realizar-se apenas em dois locais: no Museu Marítimo de Amesterdão e num espaço junto ao porto, o Marine Etablissement Amsterdam (MEA).
E pelo mesmo motivo, o governo decidiu reciclar o logotipo da anterior presidência holandesa, em 2004.

O enviado da euronews a Amesterdão, Olaf Bruns, explica que, “para o governo holandês, a presidência da União Europeia não acontece no melhor momento: as sondagens mostram que a extrema direita tem um resultado superior ao de coligação do governo, sobretudo porque apostam em dois pontos: são contra a imigração e são contra a União Europeia”.