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Charlie Hebdo: Um ano depois, a homenagem de Hollande às forças da ordem

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De  Dulce Dias  com AFP, Reuters
Charlie Hebdo: Um ano depois, a homenagem de Hollande às forças da ordem

<p>A tradicional mensagem de Ano Novo do presidente francês às forças de segurança reveste-se, este ano, de maior simbolismo, já que decorre exatamente um ano após o massacre de Charlie Hebdo.</p> <p>François Hollande recordou um a um todos os membros das forças da ordem e dos bombeiros mortos durante o ano passado, em missão, vítimas de terrorismo ou não.</p> <p>“Vocês protegem os franceses e protegem igualmente o seu modo de vida e as suas liberdades. Este modo de vida é o que os terroristas quiseram atacar. Porque a alegria, a partilha, a cultura inspiram-lhes ódio. Nunca, nas últimas décadas, a vossa missão foi tão necessária como agora”, afirmou Hollande. </p> <blockquote class="twitter-tweet" data-partner="tweetdeck"><p lang="fr" dir="ltr">Hollande aux forces de l'ordre : « Jamais votre fonction n'a été plus nécessaire » <a href="https://t.co/Ck8rXc4vjX">https://t.co/Ck8rXc4vjX</a> <a href="https://t.co/iSmfrdWp10">pic.twitter.com/iSmfrdWp10</a></p>— Le Monde – Vidéos (@lemondevideo) <a href="https://twitter.com/lemondevideo/status/685076176671395841">January 7, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Ao massacre de Charlie Hebdo, no dia 7 janeiro do ano passado, seguiram-se no dia 8, o assassinato de uma mulher-polícia, em Montrouge, e no dia 9, o ataque ao Hypercasher, na Porte de Vincennes.</p> <p>No total, 17 pessoas perderam a vida às mãos de Amedy Coulibaly e dos irmãos Chérif e Saïd Kouachi, entre as quais três polícias:</p> <ul> <li>Franck Brinsolaro 48 – o guarda-costas do cartoonista Charb, diretor de Charlie Hebdo;</li> </ul> <ul> <li>Ahmed Merabet, 40, o polícia que se encontrava na rua do jornal, quando os irmãos Coulibaly saíram do edifício</li> </ul> <p>e</p> <ul> <li>Clarissa Jean-Philippe, 27, a mulher-polícia morta em Montrouge, no dia seguinte.</li> </ul> <p>Na terça-feira, o presidente francês já tinha descerrado lápides <a href="http://pt.euronews.com/2016/01/05/gralha-embaraca-cerimonias-dos-atentados-contra-o-charlie-hebdo/">em memória das 12 vítimas de Charlie Hebdo</a> e das quatro do Hyper Casher da Porte de Vincennes. </p> <p>Uma outra lápide deverá igualmente ser descerrada em memória da mulher-polícia morta em Montrouge.</p> <p>Para além dos ataques de janeiro, comummente chamados ataques ao Charlie Hebdo, e das suas 17 vítimas mortais, o ano de 2015, em França, foi marcado igualmente pelo ataque de St Quentin-Fallavier, a 26 de junho, quando Hervé Cornara foi decapitado por Yassin Salhi, motorista da sua própria empresa de entregas.</p> <p>A estas 18 vítimas, somam-se os 130 mortos dos atentados de Paris, a 13 de novembro. E centenas de feridos.</p>