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Doping na Rússia: IAAF bane para a vida 3 antigos altos dirigentes

Valentin Balakhnichev, o antigo presidente da Federação russa de atletismo, o treinador Alexei Melnikov e o antigo consultor da Associação

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Doping na Rússia: IAAF bane para a vida 3 antigos altos dirigentes

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Valentin Balakhnichev, o antigo presidente da Federação russa de atletismo, o treinador Alexei Melnikov e o antigo consultor da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla inglesa), Papa Massata Diack foram banidos para sempre do desporto pelo organismo máximo do atletismo. A sanção baseou-se no relatório da Comissão de Ética da IAAF foi tornada pública esta quinta-feira e envolve ainda um quarto culpado.

Gabriel Dollé, o médico francês que liderou o departamento antidoping da IAAF, foi suspenso por 5 anos, no âmbito da mesma investigação iniciada em abril de 2014. O caso envolve uma série de atletas russos apanhados nas malhas do doping, mas cujos testes positivos terão sido encobertos a troco de dinheiro por uma rede composta inclusive por membros do governo russo.

(“A IAAF responde à decisão da Comissão de Ética sobre 4 antigos dirigentes”)

Além da erradicação, os três banidos para a vida — Baslakhnichev, Melnikov e Papa Massata Diack — foram ainda multados em 15 mil e 25 mil dólares (cerca de 14 mil a 22,3 mil euros). Os que terão de pagar mais são o antigo presidente da Federação russa, que também foi tesoureiro da IAAF, e o filho do antigo presidente Lamine Diack, que liderou o organismo até meados do ano passado e também é arguido na justiça francesa neste mesmo processo.

O russo Valentin Balakhnichev já garantiu que vai recorrer da decisão da IAAF de o banir da modalidade. “Tenho de o fazer [recorrer]. Não penso deixar as coisas como estão. Esta é uma decisão política clara da Comissão de Ética”, afirmou Valentin Balakhnichev, em declarações à rádio russa Eco de Moscovo.

O antigo tesoureiro da IAAF, que já foi presidente da Federação Russa de Atletismo, insistiu na inocência e assegurou que os factos apresentados “não são verdadeiros”.

O foco da investigação envolve a vencedora da maratona de Londres de 2010. Liliya Shobukhova terá pago 600 mil dólares (cerca de 470 mil euros ao câmbio da altura) para encobrir testes positivos de doping e poder continuar a competir até à participação nas Olímpiadas de Londres.

Em comunicado, o presidente da IAAF, Sebastien Coe, considerou que as “sanções anunciadas são uma mensagem clara de que todos os que tentarem corromper o atletismo serão levados à justiça”.

(“Podemos confirmar que a segunda parte da conferência de imprensa
da Comissão Independente da AMA se irá realizar a 14 de janeiro em Munique”)

O organismo máximo foi abalado por suspeitas de corrupção e irregularidades relacionadas com doping na sequência de um relatório divulgado em novembro pela Agência Mundial Antidopagem (AMA). O documento, cuja segunda parte é revelada a 14 de janeiro, já levou à suspensão da Federação Russa de Atletismo, por uso sistemático de doping. A presença da Rússia nos jogos Olímpicos deste ano, no Rio de Janeiro, continua, por isso, em dúvida.

“A Rússia é um país importante no desporto. A sua ausência seria uma verdadeira perda”, sublinhou o ministro brasileiro do Desporto, George Hilton, numa entrevista ao Le Figaro, no final do ano passado, em que insistiu no desejo de que “os atletas russos estejam nos Jogos Olímpicos do Rio”.