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"Não vamos parasitar a Grã-Bretanha", diz Orban a Cameron

O primeiro-ministro britânico pede à Alemanha que defenda reformas na União Europeia que possam persuadir os britânicos a permanecer no bloco.

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"Não vamos parasitar a Grã-Bretanha", diz Orban a Cameron

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O primeiro-ministro britânico pede à Alemanha que defenda reformas na União Europeia que possam persuadir os britânicos a permanecer no bloco.

O Reino Unido vai referendar a permanência do país na União Europeia no final de 2017.

Cameron esteve esta quinta-feira na Alemanha para renegociar as ligações à União, de modo a aumentar o seu poder de negociação com os eurocéticos britânicos.

Uma das medidas que o Reino Unido considera necessárias é a redução da burocracia e uma maior transferência de poderes de Bruxelas para os Estados-membros.

O primeiro-ministro pretende também que o seus país fique protegido de uma maior integração europeia e de decisões económicas tomadas pelos 19 membros da União que usam o euro.

“Queremos ter certeza de que os sistemas sociais e particularmente o nosso sistema não é um motivo de atração natural de migrantes para a Grã-Bretanha. Sentimos a pressão da migração excessiva dos últimos anos. Acreditamos que todas estas questões devem ser tratadas e até agora as discussões estão no bom caminho.”

Se há pedidos que não geraram grande oposição, este ponto tem sido mal recebido: Cameron deseja limitar os benefícios sociais para os migrantes europeus nos seus primeiros quatro anos de estadia no país.

Os críticos da medida defendem que vai lesar os princípios de não-discriminação entre cidadãos da União Europeia e de liberdade de movimentos entre Estados-membros, a Húngria critica.

“Nós gostaríamos de deixar claro que não somos migrantes no Reino Unido, mas cidadãos de um Estado membro da UE que podem conseguir um emprego em qualquer país da União Europeia. Queremos usar esse direito. Por isso, não vamos parasitar a Grã-Bretanha, não queremos tomar os postos de trabalho das pessoas que vivem lá, não queremos ganhar a vida em detrimento das suas, só queremos exercercer os nossos direitos ao trabalho. “

Apesar de Angela Merkel apoiar, em termos gerais, a posição do Reino Unido, já sublinhou que “as conquistas fundamentais da integração europeia” não estão abertas a debate.

A enviada da Euronews comenta: “ As futuras alterações do sistema social no Reino Unido são muito importantes para muitos húngaros. De acordo com algumas pesquisas depois de Budapeste, Londres é a segunda cidade onde maioria dos húngaros vive. “