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Arábia Saudita planeia privatizar em parte grupo petrolífero


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Arábia Saudita planeia privatizar em parte grupo petrolífero

A empresa mais valiosa do mundo deve, em breve, entrar na bolsa. A Aramco, empresa petrolífera da Arábia Saudita, emitiu um comunicado em que confirma que prevê uma privatização parcial e a colocação de uma parte das ações na bolsa.

A medida faz parte da estratégia do reino para reduzir a dependência do petróleo, numa altura em que os preços em queda estão a penalizar a economia.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e detém 16% das reservas mundiais. A descida nos preços está a fazer o reino repensar a economia e introduzir impostos, até agora praticamente inexistentes, já que as receitas do Estado assentam quase exclusivamente nas exportações de ouro negro. A Aramco é, por enquanto, 100% estatal.

“Eles precisam de mais receitas, seja de que tipo for. Se venderem uma parte da Aramco vão conseguir algum dinheiro e isso não os impede de aumentar a eficiência das empresas estatais”, diz a analista Vicky Pryce.

A produção da Aramco é dez vezes superior à da norte-americana Exxon Mobil, a maior empresa petrolífera entre as que estão cotadas na bolsa.

Atualmente, a Apple é a maior empresa mundial em termos de capitalização bolsista, seguida por outras duas gigantes tecnológicas, Google e Microsoft, pela Berkshire Hathaway e pela Exxon Mobil. Uma introdução bolsista da Aramco ameaça pulverizar todos estes recordes.

Se a valorização tiver em conta apenas as reservas de petróleo, a Aramco fica avaliada em três biliões (milhões de milhões) de dólares. No entanto, é difícil que os papéis sejam cotados em bolsas fora da Arábia Saudita, devido à relutância do reino em apresentar detalhes.

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