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Lutar contra o tráfico de antiguidades dos países em conflito

Pergunta de Lesley, de Londres: “Como é que as antiguidades roubadas no Iraque ou na Síria, por exemplo, acabam por ser vendidas nos mercados

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Lutar contra o tráfico de antiguidades dos países em conflito

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Pergunta de Lesley, de Londres:

“Como é que as antiguidades roubadas no Iraque ou na Síria, por exemplo, acabam por ser vendidas nos mercados internacionais de arte, apesar dos vários acordos internacionais que existem para proteger o património mundial?”

Resposta de Zeynep Boz, da Divisão do Património Cultural da UNESCO:

“A nossa tarefa diária é precisamente prevenir o tráfico ilegal. Estamos sempre atentos ao património cultural que é suscetível de ser exportado ilegalmente. Mas temos uma equipa específica que se dedica aos casos do Iraque e da Síria.

Os acordos internacionais são muito importantes, mas é preciso salientar que constituem, sobretudo, um ponto de partida. Há uma etapa posterior que é a implementação a nível nacional.

É também essencial realçar que o tráfico de património cultural é muito diferente do de armas ou de drogas. No caso dos estupefacientes, as alfândegas dispõem de recursos como cães pisteiros ou, no caso das armas, detetores de metais. Quando falamos de objetos históricos, normalmente referimo-nos a pequenos artefactos que podem ser escondidos muito facilmente.

Hoje em dia, temos a sorte de a proteção da herança cultural nos países em conflito se ter tornado numa questão que despertou um grande interesse político.

A resolução 2199 da ONU impõe uma moratória sobre os artefactos iraquianos e sírios. Nestes casos incentivamos à prática de diligências prévias, ou seja, verificar bem a proveniência de um objeto antes de o comprar ou antes de o colocar à venda.

Esta resolução prevê sanções para o tráfico ilegal destes artefactos que são idênticas às aplicadas no tráfico de petróleo.”

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