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Suécia: Polícia retém informação sobre agressões sexuais

A polícia sueca foi alvo de críticas depois de ter admitido que ocultou informações sobre alegadas agressões sexuais contra mulheres, levadas a cabo

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Suécia: Polícia retém informação sobre agressões sexuais

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A polícia sueca foi alvo de críticas depois de ter admitido que ocultou informações sobre alegadas agressões sexuais contra mulheres, levadas a cabo por jovens migrantes durante as últimas duas edições de um festival de música, em Estocolmo.

Estas revelações são feitas após a polémica em torno da atuação da polícia de Colónia, na região oeste da Alemanha, cidade que foi cenário de uma vaga de agressões sexuais durante a noite de passagem do ano.

“ A polícia sueca não está ocupada com esse tipo de polémicas. A situação é suficientemente complexa e não dispomos de toda a informação, temos que olhar para o assunto com atenção e garantir que isso não volta a acontecer”, refere o Comissário da Polícia Nacional.

Segundo as informações hoje divulgadas pelo diário sueco Dagens Nyheter, que cita documentos internos da polícia, foram registadas 38 queixas por agressões sexuais, incluindo duas violações, durante as edições de 2014 e de 2015 do “We Are Sthlm”, festival que decorre em agosto na capital sueca.

“Eu estava no festival e havia muita gente a divertir-se em conjunto, rapazes e raparigas, dançavamos e de repente apareceram uns tipos e começaram a levantar-nos as saias e a tocarem-nos. Mas chamamos a segurança e eles tiveram de partir”.

“Não acho que haja um problema com rapazes de uma comunidade, isso podia acontecer com outros rapazes, pessoas da Noruega ou Suécia ou Alemanha. Eles também fazem o mesmo quando ficam bêbados. Eu acho que não há realmente uma diferença entre os homens”.

A polícia sueca não quis dizer quantos homens eram suspeitos destas alegadas agressões, mas o diário Dagens Nyheter relatou que cerca de 50 jovens refugiados afegãos que tinham entrado na Suécia sem os respetivos pais eram suspeitos de estar envolvidos nos incidentes.

Documentos enviados pela polícia sueca à agência AFP confirmam a apresentação de 17 queixas por agressões sexuais e uma queixa por violação durante a edição de 2014 do festival de música e de 19 queixas por agressões sexuais e uma queixa por violação na edição do ano passado.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, criticou hoje a polícia e a forma como lidou com os incidentes.