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Crise do petróleo: BHP Billition prevê desvalorização "bilionário" nos EUA

A BHP Billiton está a prever uma desvalorização de 7,2 mil milhões de dólares brutos (6,6 mil milhões de euros) nos ativos que detém nos Estados

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Crise do petróleo: BHP Billition prevê desvalorização "bilionário" nos EUA

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A BHP Billiton está a prever uma desvalorização de 7,2 mil milhões de dólares brutos (6,6 mil milhões de euros) nos ativos que detém nos Estados Unidos da América (EUA). A perda de valor na empresa de mineração anglo-australiana é justificado pelo impacto negativo que a contínua queda no preço do petróleo teve na exploração de xisto da empresa no território norte-americano.

A companhia presidida por Andrew MacKenzie vai ainda reduzir até final de março para 5 as atuais plataformas de exploração nos EUA depois de há um ano contabilizar 26 e 7 atualmente. “Os mercados do petróleo e gás têm estado significativamente mais fracos do que a indústria esperava. Respondemos rapidamente, efetuando cortes dramáticos nos nossos custos operacionais e de capital, reduzindo o número das plataformas a operar no ‘onshore’ nos EUA de 26, há um ano, para 5 no final do atual trimestre”, afirmou em comunicado Mackenzie.

Perante a situação atual, com o baixo preço do petróleo e o excesso de oferta, a analista de mercado Brendan Kelly prevê que os cortes operacionais continuem no setor energético. “Olhando para o equilíbrio de custos de alguns dos maiores países produtores de petróleo, parece-me que podemos esperar ver outras entidades corporativas a ponderar cortes como forma de se reequilibrarem e, assim, resistirem a este presente colapso no preço do petróleo”, afirmou a analistade mercados do London Capital Group.

Os preços do petróleo e do gás têm vindo a cair de forma acentuada há cerca de ano e meio. Face à quebra de receitas no lado dos produtores, os despedimentos no setor energético começaram a fazer-se sentir no ano passado.

Mais de 200 mil trabalhadores terão ficado desempregados em 2015 e a redução continua este ano. A BP foi a mais recente empresa petrolífera a anunciar despedimentos: 4000 em 2 anos, com a operação da empresa britânica em Angola, por exemplo, a ser afetada, mas a de Portugal a ser poupada.

Com o Irão prestes a aumentar a oferta de petróleo e gás no mercado mundial, os próximos tempos não deverão dar tréguas e a “bola de neve” deverá continuar a crescer e começar a afetar outros setores da economia mundial.