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Irão ameaça "afundar" ainda mais valor do petróleo em bruto

A queda do preço do barril de Brent (petróleo em bruto) ameaça não ficar pelos 30 dólares. Em especial, se forem levantadas nos próximos dias as

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Irão ameaça "afundar" ainda mais valor do petróleo em bruto

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A queda do preço do barril de Brent (petróleo em bruto) ameaça não ficar pelos 30 dólares. Em especial, se forem levantadas nos próximos dias as sanções internacionais sobre o Irão.

O governo de Teerão estará já a preparar o reatar da exportação livre e ao mesmo tempo aumentar a respetiva produção atual para recuperar o tempo perdido desde que lhe foram aplicadas um conjunto de sanções internacionais, em junho de 2010, por suspeitas de estar a desenvolver uma arma nuclear.

Detentor da quarta maior reserva de petróleo do Mundo, atrás da Venezuela, da Arábia Saudita e do Canadá, o Irão representa 13,1 por cento da capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). De acordo com a organização a que também pertence Angola, a produção iraniana situa-se em pouco mais de 3 milhões barris/ dia, dos quais apenas um terço acaba pode ser exportado devido às sanções.

Com o aguardado fim das sanções, o Irão ameaça assim acentuar a já excessiva oferta atual de petróleo no mercado — fala-se em mais 500 mil barris diários a nível global — e, com isso, levar o índice do Brent a poder cair ainda mais, quem sabe, para os 20 dólares/ barril. O setor, porém, espera evitar uma maior queda dado os prejuízos que tem vindo a sofrer desde que a matéria-prima começou a desvalorizar há cerca de ano e meio.

Fonte iraniana disse à Reuters, entretanto, que Teerão já terá definido os dois alvos estratégicos para relançar a exportação petrolífera. O primeiro será a Índia, para onde já lhe é permitido enviar 260 mil barris por dia, mas para onde o Irão espera conseguir passar a enviar mais 200 mil. Depois surge a Europa, onde Espanha, Grécia e Itália foram os principais clientes iranianos até 2011.

Numa conferência realizada em Teerão, em novembro, as companhias de venda de combustíveis a retalho ENI (Itália), Repsol (Espanha) e Total (França) marcaram presença com significativas delegações. O Irão já terá, inclusive, 1,1 milhões de barris prontos a “levantar âncora” já este mês, dos quais 495 mil barris terão como destino a China, 168 mil a Índia, 166 mil o Japão, 161 mil a Coreia do Sul, 106 a Turquia e 65 mil Taiwan.

(A exportação iraniana de crude está a caminho de bater um novo máximo de 9 meses em Dezembro)