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Irão ameaça "afundar" ainda mais valor do petróleo em bruto

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De  Francisco Marques
Irão ameaça "afundar" ainda mais valor do petróleo em bruto

<p>A queda do preço do barril de Brent (petróleo em bruto) ameaça não ficar pelos 30 dólares. Em especial, se forem levantadas nos próximos dias as sanções internacionais sobre o Irão.</p> <p>O governo de Teerão estará já a preparar o reatar da exportação livre e ao mesmo tempo aumentar a respetiva produção atual para recuperar o tempo perdido desde que lhe foram aplicadas um conjunto de sanções internacionais, em junho de 2010, por suspeitas de estar a desenvolver uma arma nuclear.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Iran’s Reentry into Global Oil Market Breaks Brent, Dollar Slips Further <a href="https://t.co/15Qno736RT">https://t.co/15Qno736RT</a> Oil</p>— marketexclusive (@marketexclusive) <a href="https://twitter.com/marketexclusive/status/687991383303544833">15 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Detentor da quarta maior reserva de petróleo do Mundo, atrás da Venezuela, da Arábia Saudita e do Canadá, o Irão representa 13,1 por cento da capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (<span class="caps">OPEP</span>). De acordo com a organização a que também pertence Angola, a produção iraniana situa-se em pouco mais de 3 milhões barris/ dia, dos quais apenas um terço acaba pode ser exportado devido às sanções.</p> <div align="center"><img src="http://www.opec.org/opec_web/static_files_project/images/content/data_graphs/Graph-OPEC-share-world-crude-oil-reserves-2014.png"width:auto;height:auto;max-width: 600px;"></div> <p>Com o aguardado fim das sanções, o Irão ameaça assim acentuar a já excessiva oferta atual de petróleo no mercado — fala-se em mais 500 mil barris diários a nível global — e, com isso, levar o índice do Brent a poder cair ainda mais, quem sabe, para os 20 dólares/ barril. O setor, porém, espera evitar uma maior queda dado os prejuízos que tem vindo a sofrer desde que a matéria-prima começou a desvalorizar há cerca de ano e meio.</p> <p>Fonte iraniana disse à Reuters, entretanto, que Teerão já terá definido os dois alvos estratégicos para relançar a exportação petrolífera. O primeiro será a Índia, para onde já lhe é permitido enviar 260 mil barris por dia, mas para onde o Irão espera conseguir passar a enviar mais 200 mil. Depois surge a Europa, onde Espanha, Grécia e Itália foram os principais clientes iranianos até 2011. </p> <p>Numa conferência realizada em Teerão, em novembro, as companhias de venda de combustíveis a retalho <span class="caps">ENI</span> (Itália), Repsol (Espanha) e Total (França) marcaram presença com significativas delegações. O Irão já terá, inclusive, 1,1 milhões de barris prontos a “levantar âncora” já este mês, dos quais 495 mil barris terão como destino a China, 168 mil a Índia, 166 mil o Japão, 161 mil a Coreia do Sul, 106 a Turquia e 65 mil Taiwan.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Iran crude exports on track to hit nine-month high in December: source <a href="https://t.co/kq2WY1GOmf">https://t.co/kq2WY1GOmf</a></p>— Reuters Iran (@ReutersIran) <a href="https://twitter.com/ReutersIran/status/687929225135828993">15 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <div align="center"><i>(A exportação iraniana de crude está a caminho de bater um novo máximo de 9 meses em Dezembro)</i></div>