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Rússia obrigada a cortar na despesa mas a defesa é intocável

A Rússia está obrigada a cortar de forma significativa a despesa para fazer face à dramática queda nos preços do petróleo, a principal exportação da

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Rússia obrigada a cortar na despesa mas a defesa é intocável

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A Rússia está obrigada a cortar de forma significativa a despesa para fazer face à dramática queda nos preços do petróleo, a principal exportação da Federação liderada por Vladimir Putin. O orçamento previsto para este ano está em risco depois de ter calculado as contas a partir de um valor de 50 dólares o barril de petróleo — está atualmente em cerca de 30 dólares e com perspetivas de descer ainda mais.

O primeiro-ministro Dmitry Medvedev pediu ao governo para decidir quais as despesas ministeriais que poderiam ser reduzidas. “Os números do orçamento já parecem excessivos. A movimentação dramática nos preços do petróleo a que temos assistido nas últimas semanas provocam sérios riscos ao cumprimento do planeado. Precisamos de ajustar a parte da despesa em linha com as receitas esperadas”, disse Medvedev.

Presente no Fórum Gaidar, esta semana em Moscovo, o ministro das Finanças Anton Siluanov revelou que os cortes vão ser uma realidade a toda a linha do governo, mas que o ministério da defesa é intocável. “Vamos pedir ao parlamento para cortar toda a despesa em 10 por cento exceto no orçamento da defesa. Foi essa a decisão tomada”, afirmou Siluanov, avisando, no entanto, que a poupança estimada de “mil milhões de rublos” (cerca de 12 milhões de euros) “não será suficiente.”

De acordo com previsões oficiais, a economia russa contraiu quase 3,8 por cento no ano passado e a expectativa é que o PIB estagne este ano ou possa mesmo evoluir de forma negativa. Cortar na despesa é, assim, essencial. Mas afetar a capacidade militar da Rússia ou, por exemplo, abdicar ou pelo menos reduzir a operação antiterrorista na Síria não parece estar ainda nos planos do Kremlin apesar das dificuldades orçamentais.