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Alemanha: Deportação mais rápida em estudo para marroquinos e argelinos

Os maiores partidos alemães querem acelerar as deportações de imigrantes magrebinos sem estatuto de refugiados e que procuram asilo na Alemanha.

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Alemanha: Deportação mais rápida em estudo para marroquinos e argelinos

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Os maiores partidos alemães querem acelerar as deportações de imigrantes magrebinos sem estatuto de refugiados e que procuram asilo na Alemanha. A notícia surgiu este domingo nas páginas da edição de domingo do Die Welt.

O semanário Welt am Sonntag escreve que o partido da chanceler Angela Merkel, a CDU, e o irmão bávaro, a CSU, acordaram em considerar Marrocos e Argélia como “países seguros”. Desta forma, logo os respetivos emigrantes não devem ser considerados sequer para asilo e, em consequência, devem ser deportados de imediato à chegada à Alemanha.

(Merkel sob pressão: número de refugiados na União Europeia aumenta 17 vezes.)

Os processos de deportação na Alemanha não são usuais, mas têm vindo a aumentar. Em especial durante o ultimo ano, em que mais de 18 mil imigrantes foram expulsos do país entre janeiro e novembro quando em todo oano de 2014 haviam sido deportados 10.884 estrangeiros.

Este eventual apertar do controlo sobre migrantes e refugiados em território germânico acontece na ressaca dos ataques sexuais de Colónia, na passagem de ano, perpetrados por homens aparentavam ser árabes ou magrebinos.

 

Alemãs recorrem a armas

Estabelecimentos comerciais de Colónia revelaram que após os ataques da passagem de ano houve uma enorme procura de "sprays" de gás pimenta. Vastos lotes foram vendidos em poucas horas, muitas por homens para oferecerem às mulheres e filhas, lê-se numa reportagem especial na Alemanha do Folha de São Paulo, do Brasil. A polícia alemã confirmou ainda que desde o dia 1 de janeiro terão sido feitos mais de 300 pedidos de autorização para a compra de armas de pressão de ar contra 408 nos 12 meses anteriores.

O diretor da Organização Internacional das Migrações (OIM) receia que os recentes casos de índole criminosa possam atingir de forma negativa os refugiados de direito. “Não queremos, agora, que o que se passou em Paris e em Colónia comece a relacionar os refugiados a fugir do terrorismo com algum tipo de ameaça à segurança”, afirmou William Lacy Swing à AP, numa entrevista em que também elogiou o governo de Angela Merkel pela “coragem política e visão ao aceitar um largo número, em particular, de migrantes e refugiados sírios a escapar do terror e da guerra.”

Este domingo, entretanto, o bairro magrebino de Düsseldorf, a cerca de 50 quilómetros de Colónia, foi alvo de uma rusga pelas autoridades alemãs. Quase 300 pessoas foram interrogadas, cerca de 40 oriundas do norte de África terão sido detidas, das quais 38 estavam ilegais na Alemanha.

(Polícia detém 40 imigrantes em ‘raid’ a Düsseldorf)