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Arte e sexismo

O festival internacional de banda desenhada francesa de Angoulême foi acusado de sexismo por não incluir, no programa desta edição, nenhuma mulher entre os finalistas candidatos ao Grande Prémio.

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Arte e sexismo

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O festival de banda desenhada que decorre em Angoulême, em França, no fim do mês de Janeiro, foi acusado de sexismo. Nenhuma mulher está presente entre os finalistas candidatos ao Grande Prémio. A direcção de um dos maiores festivais de BD decidiu alargar os candidatos sem, no entanto, indicar a proporção de autoras que vão figurar na listagem final.

Em sua defesa a direcção lembrou toda a sua vasta programação, que tanto nas secções oficiais como nas iniciativas paralelas deu grande atenção à BD no feminino, referindo, a título de exemplo, os 25% de edições que têm mulheres como autoras.

Reações nas redes sociais

“Condescendente”, “ridículo”, “embaraçoso”, “falta de juízo”:
São algumas das “reações no Twitter”: https://twitter.com/search?vertical=default&q=angouleme&src=typd depois de o mais prestigioso festival de desenhos animados do mundo ter falhado em citar uma única mulher da longa lista de 30 pessoa nomeadas para o prémio.

Os organizadores reconheceram e anunciaram que iriam adicionar um número indeterminado de artistas do sexo feminino à lista, mas o incidente não passou despercebido e pôs em evidência o quão longe as indústrias criativas estão da igualdade entre géneros no mundo das artes.

Euronews analisou alguns dos maiores prémios internacionais atribuídos e confirmou que homens e mulheres parecem ser reconhecidos de forma diferente. Aqui está o que encontramos: