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Irão: a história das sanções


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Irão: a história das sanções

Classificado de “histórico,” o acordo sobre o nuclear iraniano vai por fim a anos de sanções contra a República Islâmica, como as que foram impostas pelas Nações Unidas em 2006 e 2010.

Mas a história começa muito antes. O assalto à embaixada dos Estados Unidos em Teerão, na década de 70, no auge da revolução islâmica e a tomada de reféns vai abalar as relações entre os dois países. Um acontecimento com consequências ao nível diplomático, mas também económico com Washington a aplicar sanções a Teerão como o congelamento de bens e a proibição de trocas comerciais.

A nova ronda de sanções chega em 1995. Desta vez, o petróleo é o grande visado. O Irão já integrava a chamada “lista negra” dos países que apoiam o terrorismo, mas os Estados Unidos vão mais longe. Teerão deixa de poder vender crude e as empresas estrangeiras são proibidas de investir na industria petrolífera iraniana.

A chegada de Mahmoud Ahmadinejad à presidência do país em junho de 2005 não ajuda a um entendimento. Depois de divulgado o relatório da Agência Internacional de Energia Atómica, Teerão anuncia que o país vai prosseguir com a política de enriquecimento de urânio em nome da “investigação.” Segue-se um ultimato das Nações Unidas e mais sanções. Entre 2006 e 2008, os Estados Unidos reforçam as sanções contra Teerão e a União Europeia endureçe a sua posição.

Um ano depois, os efeitos das sanções na economia iraniana são já evidentes, mas o braço de ferro mantém-se. Ahmadinejad é reeleito, uma vitória contestada nas ruas de Teerão por milhares de pessoas. O país depara-se com novas sanções que se estendem ao setor bancário e a elementos do governo.

Do congelamento de bens, às sanções comerciais e financeiras passando pelo embargo à venda de armas e do petróleo, a economia iraniana não tem como escapar. O embargo à venda de armas mantém-se, mas a maioria das medidas contra o programa nuclear iraniano caem agora por terra.

O “acordo histórico” deu lugar à suspensão das sanções e a uma troca de prisioneiros, mas Washington não tardou a anunciar novas medidas contra 11 empresas e indivíduos envolvidos no comércio de mísseis. Uma postura já criticada por Teerão.

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