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Hrant Dink: Turquia recorda o jornalista turco de origem arménia assassinado há 9 anos

Clamando por justiça, nove anos após o assassinato de Hrant Dink, cerca de 2000 pessoas marcharam, em Istambul, até à ao local onde o jornalista turco de origem arménia foi abatido com dois tiros na c

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Hrant Dink: Turquia recorda o jornalista turco de origem arménia assassinado há 9 anos

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Clamando por justiça, nove anos após o assassinato de Hrant Dink, cerca de 2000 pessoas marcharam, esta terça-feira, em Istambul, desde a simbólica praça Taksim até ao local onde o jornalista turco de origem arménia foi abatido com dois tiros na cabeça, no dia 19 de janeiro de 2007, em frente ao jornal que dirigia.

Dink foi dos poucos na Turquia que teve a coragem de classificar de “genocídio” o massacre de que foram vítimas os arménios às mãos do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial.

“Era um homem que apelava à paz. Era uma ponte entre os dois povos e por isso é importante recordar Hrant Dink", referiu um dos manifestantes.

Um jovem nacionalista turco, menor na altura, confessou o crime e foi condenado a 23 anos de prisão, mas persistem as dúvidas sobre quem foram os autores morais do homicídio.

Em 2010, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou a Turquia a pagar mais de 100 mil euros à família do jornalista por ter falhado na responsabilidade de proteger a vida de Dink depois de as autoridades terem sido avisadas das ameaças que pesavam sobre ele. O advogado de Dink afirma que depois dessa decisão o processo tem “avançado” na Turquia e realçou a importância da justiça ter, em dezembro, constituído 25 altos cargos da polícia como arguidos por terem negligenciado os alertas.

O correspondente da euronews, Bora Bayraktar, refere que “nove anos depois, Hrant Dink foi recordado numa manifestação rodeada de fortes medidas de segurança por causa do receio de mais ataques terroristas. Amigos e colegas do jornalista exigiram mais uma vez que justiça seja feita e que os autores morais do crime sejam identificados”.