Última hora

Última hora

Sampaio da Nóvoa: O novo político que quer sacudir Portugal

Para Sampaio da Nóvoa chegou a altura de iniciar uma nova era em Portugal. O antigo reitor da Universidade de Lisboa, que somente agora deu início a

Em leitura:

Sampaio da Nóvoa: O novo político que quer sacudir Portugal

Tamanho do texto Aa Aa

Para Sampaio da Nóvoa chegou a altura de iniciar uma nova era em Portugal. O antigo reitor da Universidade de Lisboa, que somente agora deu início a um percurso político ativo, não modera as críticas em relação às políticas de austeridade e pretende levar a referendo qualquer ingerência externa sobre a soberania nacional.

Point of view

O fundamentalismo ideológico que usou Portugal como cobaia para determinadas experiências do FMI e de outros grupos revelou-se um desastre.

Foi, portanto, com um horizonte muito ambicioso que este candidato independente avançou para a corrida presidencial, defendendo inequivocamente o fim da austeridade e a reestruturação da dívida portuguesa: “Eu não advogo nenhuma rutura com a União Europeia. Não advogo nenhuma opção de não pagamento unilateral da dívida. Mas advogo que se encontre no espaço da União Europeia uma solidariedade que permita aos países do Sul e aos países que têm mais problemas encontrarem soluções realistas, pragmáticas, para resolverem o problema da dívida que está a asfixiar a nossa capacidade de crescimento, a nossa capacidade de desenvolvimento, a nossa capacidade de mantermos o Estado Social”.

O professor catedrático conta com um leque de apoio abrangente, alavancado por históricos do Partido Socialista, incluindo os antigos presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio, aos quais se junta Ramalho Eanes. A retórica de Sampaio da Nóvoa é de crítica aberta. “Este fundamentalismo ideológico em que Portugal foi usado como cobaia para determinadas experiências do FMI e de outros grupos revelou-se um desastre, uma catástrofe para o nosso país e hoje quase toda a gente o reconhece, desde o FMI à União Europeia”, declara.

Daí que veja com bons olhos as alterações recentes que o governo de António Costa tem implementado e afirma esperar que o primeiro-ministro tenha condições políticas para concluir o mandato: “Se for eleito Presidente da República, farei tudo para que isso aconteça, como faria se o governo fosse outro governo, tivesse outra maioria parlamentar. O papel do Presidente da República é tentar assegurar a estabilidade governativa.”

E para alcançar essa estabilidade, garante que, em caso de eleição, todos os acordos ou tratados que possam, de alguma forma, comprometer a soberania do país, serão submetidos ao crivo do debate público e mesmo a referendo. “Eu quero que em todas as decisões que sejam tomadas sobre a Europa, Portugal esteja preparado para as enfrentar. Eu sou a favor de todas as aberturas, de todas as liberdades, nos tratados europeus, nos tratados transatlânticos, nos tratados com o Mercosul, nos tratados que abram Portugal ao mundo, mas não nos podemos abrir ingenuamente. Temos que estar preparados para isso, para essa concorrência, para essa competição, para esse trabalho.”

Veja o vídeo da entrevista