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Tunísia: Um polícia morto em protestos contra o desemprego

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De  Nelson Pereira  com Reuters/AFP
Tunísia: Um polícia morto em protestos contra o desemprego

<p>A polícia tunisina recorreu na quarta-feira a canhões de àgua e gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes em Kasserine, no segundo dia de protestos na região, que provocaram já a morte de um agente da polícia.</p> <p>Oito polícias foram feridos em Kasserine e 11 em Thala, outra cidade do centro da Tunísia. Na véspera tinham ficado feridos 20 manifestantes e três agentes da polícia, em Kasserine.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Tunisie?src=hash">#Tunisie</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Kasserine?src=hash">#Kasserine</a> aujourd'hui. <a href="https://t.co/4HyEGigfqd">pic.twitter.com/4HyEGigfqd</a></p>— Benoît Delmas (@westernculturel) <a href="https://twitter.com/westernculturel/status/689845555552477188">20 Janvier 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Os incidentes começaram com a morte de um jovem desempregado, mobilizando a população descontente com a alta taxa de desemprego, como explica um dos manifestantes: </p> <p>“Defendemos o nosso direito ao trabalho e a única forma de sermos ouvidos pelo governo é sair à rua. Durante cinco anos ninguém nos deu ouvidos.”</p> <p>“Somos uma família de oito pessoas e é a minha irmã que nos sustenta! Trabalha a limpar as ruas apesar de ter um diploma universitário.”, diz uma jovem, acrescentando que vivem os oito com um salário de 234 dinares (cerca de 100 euros).</p> <p>O recolher obrigatório decretado entre as 18 e as 5 horas da manhã não foi respeitado pelos manifestantes.</p> <p>O governo regiu prometendo cinco mil postos de trabalho para os desempregados e um investimento de 60 milhões de euros na construção de mil habitações sociais.</p> <p>Kasserine, cidade com 80 mil habitantes, situa-se na proximidade do monte Chaambi, principal reduto dos grupos jihadistas tunisinos e o exército anunciou a intenção de usar artilharia e aviação para evitar que os jihadistas desçam às cidades.</p> <p>O presidente da Tunísia, Béji Caïd Essebsi, admitiu na quarta-feira que “o governo atual herdou uma situação muito difícil”, com “700 mil desempregados, entre os quais 250 mil jovens com cursos superiores”.</p> <p>A Tunísia ultrapassou a crise da transição política, depois da revolução de 2011, mas encontra-se hoje a braços com uma economia em queda, em consequência também da ameaça jihadista.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p lang="fr" dir="ltr">“Le recrutement de 5000 chômeurs”<br /> Juste comme ça? Finalement il l'ont la baguette magique? <a href="https://twitter.com/hashtag/Kasserine?src=hash">#Kasserine</a></p>— RØDE (@RODE86) <a href="https://twitter.com/RODE86/status/689923402568712192">20 Janvier 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>