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Aprender num cenário de emergência humanitária

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De  Euronews
Aprender num cenário de emergência humanitária

<p><strong>O número de refugiados atingiu níveis recorde e a assistência humanitária é cada vez mais premente. Há duas iniciativas pedagógicas que estão a reforçar a ajuda em casos de emergência.</strong> </p> <h3>Jordânia: Lançar as bases educativas para reconstruir um país</h3> <p>É um dos <a href="http://pt.euronews.com/2015/11/11/viver-como-refugiado-na-jordania-ou-voltar-para-a-siria/">exemplos mais recorrentes</a> quando se fala na crise dos refugiados. O campo de Zaatari, junto à fronteira com a Síria, acolhe cerca de 80 mil deslocados daquele país. A organização interna é crucial.</p> <p>Haneen Abu Halawh recebeu formação para motivar pais e filhos a envolverem-se nas iniciativas pedagógicas do campo e arranjar apoios. <em>“Agora sei como é que se estabelecem parcerias, consegui a ajuda do imã da mesquita, voluntários e professores sírios que trabalham connosco nas escolas. Com o apoio de algumas pessoas-chave, conseguimos chegar a um público mais alargado”</em>, conta-nos.</p> <p>Para tudo isto foi essencial a formação que recebeu em Amã, a capital jordana, providenciada pela <span class="caps">INEE</span>, <a href="http://www.ineesite.org/pt/">uma rede internacional para a educação em situações de emergência</a>, que colabora com mais de uma centena de organizações provenientes de 170 países. Um dos princípios é dar aos participantes estratégias para fornecer <a href="http://www.unicef.org/violencestudy/pdf/min_standards_education_emergencies.pdf">um ensino de qualidade</a> em contextos gerados por conflitos.</p> <p><em>“Mostramos-lhes quais são os requisitos mínimos em termos pedagógicos, para que possam desenvolver atividades-chave depois desta formação e cumprir os padrões educativos em contextos de emergência”</em>, explica-nos o coordenador Ahmad Rababah.</p> <p>O direito à educação é o pilar desta rede que pretende justamente fornecer bases sólidas aos potenciais intervenientes nos processos de reconstrução dos países após os conflitos. Mas a formação também ensina a adaptar as práticas globais aos contextos locais.</p> <h3>França: Aprender a trabalhar numa missão humanitária</h3> <p>Muitas pessoas manifestam vontade de trabalhar no setor humanitário. Mas, na maioria das vezes, as formações assentam sobretudo na teoria. Não é o caso da <a href="http://institutbioforce.fr/spip.php?rubrique30">Bioforce</a>, onde os estudantes podem experimentar uma missão em África… mas no coração de França. </p> <p>É no Instituto Bioforce que Espérance aprende <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZS6yxDG8-3g">os meandros de uma missão humanitária</a>. Nos dias seguintes simulava-se o trabalho num campo de refugiados. <em>“Vamos ser uma <span class="caps">ONG</span> local que se chama ‘Alimentos para Todos’. Vamos partir para o Quénia”</em>, diz-nos.</p> <p>Situada em Lyon, esta escola oferece cursos intensivos ou de longo prazo. Dependendo do tipo de atividade pretendida, a formação pode durar três dias ou três anos. Anualmente chegam cerca de 250 estudantes de várias partes do mundo, sobretudo dos países francófonos. A escolha assenta em determinados critérios, como a resiliência física e psicológica e o comportamento em grupo.</p> <p>A equipa ultimou os preparativos para simular um campo e um centro médico nos arredores de Lyon. Cada um dos estudantes assumiu uma tarefa diferente. A quase seis mil quilómetros do Quénia encenou-se um controlo aduaneiro de equipamento humanitário. Como salienta o professor Hubert Debombourg, <em>“a equipa pedagógica também assume missões diferentes. Há professores que podem ser polícias, ou trabalhar no serviço aduaneiro ou pertencer às autoridades locais.”</em></p>