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Reino Unido: fim de pulseiras polémicas para refugiados

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De  Rodrigo Barbosa  com AFP
Reino Unido: fim de pulseiras polémicas para refugiados

<p>Uma empresa contratada pelo ministério do Interior britânico anunciou o fim da polémica pulseira que obrigava os requerentes de asilo a usar, para beneficiarem de ajudas alimentares.</p> <p>A Clearsprings, que gere o centro de acolhimento Lynx House em Cardiff, no País de Gales, tinha imposto o dispositivo em 2015. Para receberem as refeições gratuitas, os refugiados deviam usar a pulseira vermelha, o que gerou denúncias de estigmatização dos migrantes.</p> <p>A deputada trabalhista Jo Stevens diz que são “requerentes de asilo que fogem da perseguição e guerra nos seus países. Não querem ser visíveis; querem integrar-se na comunidade. Há muitas outras formas de identificação, para que possam ter acesso às três refeições diárias, que é tudo o que têm”.</p> <p>A notícia surge uma semana depois do governo britânico ordenar um inquérito sobre as portas vermelhas presentes na maior parte das casas que abrigam refugiados em Middlesbrough, no nordeste de Inglaterra.</p> <p>Stevens afirma que “há um padrão preocupante. O ministério do Interior está a atribuir a empresas privadas a gestão de várias funções e registam-se incidentes, como o de Middlesbrough”.</p> <p>Requerentes de asilo da localidade britânica disseram ter sido alvo de agressões, devido às portas das suas casas serem facilmente identificáveis.</p>