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Exposição sobre o Holocausto em Berlim: "a arte salvou-me das atrocidades"

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Exposição sobre o Holocausto em Berlim: "a arte salvou-me das atrocidades"

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A chanceler Angela Merkel inaugurou, em Berlim, uma das maiores exposições do mundo dedicadas ao Holocausto. A mostra reúne obras de arte realizadas

A chanceler Angela Merkel inaugurou, em Berlim, uma das maiores exposições do mundo dedicadas ao Holocausto. A mostra reúne obras de arte realizadas por vítimas e sobreviventes do genocídio.

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A arte era uma forma de terapia. Salvou-me das atrocidades e mantinha-me ocupada porque estávamos fechados num quarto e não podíamos sair. Eu dizia que as pinturas eram as minhas amigas aguarelas.

Aos 80 anos, Nelly Toll lembra-se bem do tempo que passou escondida em casa de uma família polaca.

“Esta exposição é uma experiência maravilhosa e uma forma de aprendizagem para as novas gerações. A minha arte era uma forma de terapia. Salvou-me das atrocidades e mantinha-me ocupada porque estávamos fechados num quarto e não podíamos sair. Eu dizia que as pinturas eram as minhas amigas aguarelas”, contou Nelly Toll.

As cerca de cem obras em exposição fazem parte do espólio do memorial israelita Yad Vashem. Para o presidente da instituição, é essencial continuar a falar da história do Holocausto.

“Berlim é a cidade certa para mostrar as obras porque tudo começou em Berlim e essa ideologia ainda paira algures. O Estado alemão e a sociedade alemã estão empenhados nesta causa, numa perspetiva de futuro. Para nós, esta mensagem sobre valores humanos devia, antes de mais, ser apresentada em Berlim”, disse Avner Shalev.

“Estas obras de arte são um aviso. Cada quadro à sua maneira lembra-nos o que se passou, faz-nos pensar nas vítimas e leva-nos a fazer esforços para que nunca mais aconteça”, disse Angela Merkel.

A exposição intitula-se “Arte do Holocausto” e pode ser visitada em Berlim até 3 de abril.