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Terrorismo/Migrações: Human Rights Watch denuncia "política do medo"

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De  Rodrigo Barbosa
Terrorismo/Migrações: Human Rights Watch denuncia "política do medo"

<p>Os receios de ataques terroristas e do impacto potencial dos fluxos de refugiados tiveram um efeito negativo nos direitos na Europa e noutras partes do mundo.</p> <p>A conclusão é da Human Rights Watch, no seu <a href="https://www.hrw.org/world-report/2016">Relatório Mundial de 2016</a>, onde analiza a questão dos Direitos Humanos em mais de 90 países e territórios do planeta.</p> <p>O diretor-executivo da <span class="caps">ONG</span>, <a href="https://www.hrw.org/video-photos/video/2016/01/27/world-report-2016-politics-fear-threatens-rights">Kenneth Roth</a>, diz que o mundo foi conduzido, no último ano, pela “política do medo”:</p> <p>“O medo crescente do terrorismo na Europa levou a uma explosão da islamofobia e a que refugiados e outros migrantes sejam usados, cada vez mais, como bodes expiatórios. Como medida contraterrorista, a islamofobia deveria ser a última desejável. Não só é errada, como é exatamente o que quer o Estado Islâmico. Se eles estivessem a tentar descobrir uma forma para criar um ambiente particularmente propício para ganhar mais recrutas, a primeira coisa a fazer seria tentar aumentar as divisões na Europa, reforçar a islamofobia e fazer com que a população muçulmana da Europa se sinta cada vez mais isolada.”</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Fearful that chaos of refugee arrivals will help <span class="caps">ISIS</span>? Then create safe and orderly option. <a href="https://t.co/aEW4gtNOSz">https://t.co/aEW4gtNOSz</a> <a href="https://t.co/Lp5P2nevfy">pic.twitter.com/Lp5P2nevfy</a></p>— Kenneth Roth (@KenRoth) <a href="https://twitter.com/KenRoth/status/692281401912205313">January 27, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A Human Rights Watch aponta também como apologistas da “política do medo” vários países que classifica de autoritários, como a Rússia, a China ou a Turquia que, segundo a <span class="caps">ONG</span>, no último ano reforçaram a repressão contra diversos movimentos sociais e as restrições à liberdade de imprensa e de expressão.</p>