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Suécia e Finlândia vão expulsar até 100 mil migrantes

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De  Patricia Cardoso  com REUTERS, LUSA
Suécia e Finlândia vão expulsar até 100 mil migrantes

<p>A Suécia pretende expulsar entre 60 e 80 mil pessoas que pediram asilo no país no ano passado, o que representa 45% do número total de pedidos. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Swedish Home Affairs Minister tells authorities to be ready to deport up to 80K <a href="https://twitter.com/hashtag/asylumseekers?src=hash">#asylumseekers</a> who may see their application fail this yr.</p>— Radio Sweden (@radiosweden) <a href="https://twitter.com/radiosweden/status/692634526183473152">28 janeiro 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O governo considera que as autoridades da imigração enfrentam um grande desafio e explica que vão usar a força se as pessoas não partirem de forma voluntária.</p> <p>Mas o ministro do Interior, Anders Ygeman, recusa usar a palavra deportação. Adianta: “As pessoas que viram os pedidos de asilo recusados devem regressar ao país de origem”. </p> <p>Em 2015, Estocolmo recebeu 163 mil pedidos de asilo. O governo adianta que os refugiados da guerra na Síria terão prioridade a permanecer no país.</p> <p>Darbaz Chomani, curdo iraquiano, não acredita que seja verdade. “Eles dizem até 80 mil pessoas enviadas para os países de origem. Mas que países? Não sabemos. Penso que é só conversa”. </p> <p>Um outro refugiado iraquiano afirma: “Deixámos o nosso país para vir para a Europa, a terra dos direitos humanos, dos direitos das mulheres e das crianças. A decisão do governo sueco não nos ajuda”. </p> <p>No ano passado, a Suécia expulsou 13 mil pessoas. Apenas três mil foram expulsas pela força.</p> <p>Face ao fluxo migratório, o país repôs os controlos e a identificação nas fronteiras. </p> <p>O anúncio de Estocolmo acontece alguns dias após o esfaqueamento mortal de uma jovem funcionária de um centro de acolhimento para refugiados menores. Um incidente que acentuou os receios da população e fez recuar a popularidade do executivo.</p> <p>A Finlândia calcula também as eventuais expulsões. Helsínquia fala de 20 mil das 32 mil pessoas que pediram asilo no ano passado. </p> <p>O ministério finlandês do Interior revelou também que 4 mil pessoas já retiraram os pedidos de asilo.</p>