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Eleições nos EUA: compreender as primárias e os "caucus"

Nos Estados Unidos há dois grandes partidos – o Partido Democrata e o Partido Republicano – que vão nomear os respetivos candidatos para as

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Eleições nos EUA: compreender as primárias e os "caucus"

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Nos Estados Unidos há dois grandes partidos – o Partido Democrata e o Partido Republicano – que vão nomear os respetivos candidatos para as presidenciais de novembro, depois de uma série de votos populares, chamados primárias ou “caucus”.

Quando surgir um vencedor de cada partido, esse candidato é nomeado oficialmente na respetiva convenção nacional, no Verão, alguns meses antes das eleições presidenciais (o chamado “Election Day”).

A série de primárias e “caucus” começa nos Estados do Iowa (Midwestern) e do New Hampshire (Nova Inglaterra), no início de fevereiro.

O calendário das primárias e dos “caucus” de 2016 pode ser consultado aqui (em inglês).

Qual é a diferença entre uma primária e um “caucus”?

A maioria dos Estado realiza primárias e apenas uns quantos organizam “caucus” (assembleias populares). A principal diferença entre ambos é “quem dirige as operações”, como descreve o jornal Washington Post (artigo em inglês).

Candidatos Democratas

  • Hillary Clinton: ex-secretária de Estado, ex-senadora de Nova Iorque, ex-Primeira-Dama
  • Bernie Sanders: Senador de Vermont
  • Martin O’Malley: Governador de Maryland, ex-presidente da Câmara de Baltimore (suspendeu campanha a 1 de fevereiro)

As primárias

As primárias são organizadas e financiadas pelos governos estatais e decorrem tal como qualquer outra eleição nacional: os eleitores vão simplesmente às urnas escolher o candidato favorito.

Algumas primárias são “abertas”: isso significa que qualquer eleitor pode votar em qualquer uma das primárias organizadas pelos diferentes partidos. No entanto, um eleitor só pode participar numa das primárias (Democrata ou Republicana) e não nas duas em simultâneo.

Outras são “fechadas”: apenas membros do partido, devidamente identificados, podem votar na primária desse mesmo partido.

E ainda há outras que são parcialmente fechadas, nas quais tanto membros do partido, como eleitores não ligados a nenhum dos partidos podem votar.

Candidatos Republicanos

  • Jeb Bush: ex-governador da Flórida
  • Ben Carson: antigo neurocirurgião
  • Donald Trump: homem de negócios
  • Ted Cruz: Senador do Texas
  • Rick Santorum: ex-senador da Pensilvânia
  • Chris Christie: Governador da Nova Jérsia
  • Mike Huckabee: ex-governador do Arkansas (suspendeu campanha a 1 de fevereiro)
  • Carly Fiorina: ex-executiva do sector das tecnologias
  • John Kasich: Governador do Ohio
  • Rand Paul: Senador do Kentucky (suspendeu campanha a 3 de fevereiro)
  • Marco Rubio: Senador da Flórida
  • Jim Gilmore: ex-governador da Virgínia

Os “caucus”

Contrariamente às primárias, os “caucus” são organizados e financiados não pelos governos estatais, mas pelos próprios partidos.
O termo “caucus” significa uma reunião de pessoas, geralmente simpatizantes ou membros de movimentos políticos.
Nos Estados Unidos, o sistema do “caucus” é, na realidade, uma série de reuniões. Assuntos estatais do partido, como a seleção de líderes locais, são debatidos nessas reuniões, tal como a escolha do nomeado presidencial.
Para as presidenciais norte-americanas, as progressivas assembleias populares de militantes políticos permitem designar gradualmente os delegados (ou grandes eleitores) que vão nomear o candidato à investidura do partido.

Os partidos têm um maior controlo sobre o desenrolar de um “caucus” do que sobre uma primária, mas devem desembolsar os custos da organização.

Quanto tempo duram as primárias?

As primárias e os “caucus” prolongam-se do início de fevereiro até ao mês de junho. Mas os nomeados de cada partido serão provavelmente conhecidos antes de chegarem ao fim. As primeiras consultas poderão reduzir o leque de aspirantes suficientemente para permitir a um candidato reclamar o apoio de um número suficiente de delegados para garantir a nomeação, ainda antes da última primária, em junho.

Este cenário é provável, mesmo num ano onde tudo parece em aberto, como aparenta ser 2016. No passado, o processo de nomeação dos candidatos presidenciais produziu tendencialmente dois principais candidatos: um “favorito” e uma alternativa ao “favorito”. Estes nomes vão provavelmente destacar-se com as primeiras consultas. Os aspirantes que não vencem nas primeiras primárias terão dificuldades para atrair o apoio tanto dos eleitores, como de doadores, e irão provavelmente abandonar a corrida quando começarem a sentir que não têm uma hipótese realista de vencer.

Nos dois últimos ciclos – em 2008 e 2012 – os líderes da corrida republicana a meio do processo das primárias acabaram, em ambos os casos, por garantir a nomeação.