Alemanha: Partido populista defende uso de armas contra os migrantes

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De  Dulce Dias  com AFP, REUTERS
Alemanha: Partido populista defende uso de armas contra os migrantes

<p>O AfD, partido populista alemão, criou a polémica, no país, ao sugerir que, “em casos extremos, a polícia pudesse usar armas de fogo contra os migrantes”.</p> <p>Nos seus tweets, a líder, Frauke Petry, diz que ninguém quer balear os migrantes mas que, “em última instância, é preciso poder recorrer às armas”.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p lang="de" dir="ltr">Frauke Petry: Polizisten sollen im Extremfall auf Flüchtlinge schießen <a href="https://t.co/7RSoaR8hb9">https://t.co/7RSoaR8hb9</a> <a href="https://t.co/MxSJ0xNg4Z">pic.twitter.com/MxSJ0xNg4Z</a></p>— <span class="caps">DIE</span> <span class="caps">WELT</span> (@welt) <a href="https://twitter.com/welt/status/693338746645782528">30 Janvier 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Criado em plena crise das dívidas públicas como um partido anti-euro, o AfD – Alternativa para a Alemanha – reorientou o discurso contra os refugiados e recolhe cerca de 13% das intenções de voto, numa altura em que a questão das migrações está a fragilizar a posição de Angela Merkel:</p> <p>“Espero que durante o inverno, enquanto o número de migrantes que chegam ainda é baixo, possamos fazer progressos visíveis. Os números devem continuar a diminuir e não podem voltar a aumentar na primavera”, afirmou a chanceler alemã, que acrescentou que espera que a maioria dos refugiados que afluiu à Alemanha regresse aos países de origem a médio prazo – isto é, quando a guerra na Síria terminar.</p> <p>Na quinta-feira, após dois meses de rudes negociações, a coligação de Angela Merkel anunciou uma série de medidas que visam tornar a Alemanha menos atrativa para os imigrantes económicos.</p> <p>Berlim vai limitar o reagrupamento familiar de certas categorias e excluir do acesso ao asilo, nacionais de Marrocos, Argélia e Tunísia, considerando que se trata de três países seguros.</p>