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EUA: O país de Deus prefere candidatos menos religiosos

Ao contrário da Europa, a religião assume uma grande importância na política americana. Os ocupantes da Casa Branca e os pretendentes ao cadeirão da

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EUA: O país de Deus prefere candidatos menos religiosos

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Ao contrário da Europa, a religião assume uma grande importância na política americana. Os ocupantes da Casa Branca e os pretendentes ao cadeirão da Sala Oval acreditam que têm de evocar assiduamente temas religiosos, independentemente de abordarem questões de política internacional, económica, social ou simplesmente quando falam de si mesmos. O resultado é que na política americana existe a convicção de que é impossível ser eleito presidente dos Estados Unidos sem se ser religioso. No entanto, um estudo do Pew Research Center publicado esta quarta-feira mostra exatamente o contrário: os principais candidatos dos dois partidos não são vistos como religiosos.

Só 30% dos americanos consideram o pretendente republicano Donald Trump uma pessoa religiosa, enquanto no campo democrata Hillary Clinton é tida como uma pessoa religiosa por 48% dos interrogados e Bernie Sanders por 40% dos sondados. Pelo contrário, a quantidade de americanos que afirma que Clinton não é religiosa é agora de 43%, um número bem maior do que o registado no verão de 2007 aquando da sua primeira candidatura presidencial.

Esta sondagem realizada entre 7 e 14 de janeiro, com uma amostra de 2009 adultos, revela que os candidatos republicanos são vistos como mais religiosos do que os adversários democratas. Ben Carson é visto como religioso por 68% dos sondados. 65% dos interrogados partilha esta opinião relativamente a Ted Cruz e 61% quanto a Marco Rubio. Os 30% de Trump são uma exceção no campo republicano. O estudo confirma que o ateísmo pode ser um obstáculo a um hipotético candidato. 51% dos interrogados afirma que se sentiriam menos inclinados a votar num pretendente presidencial que não acredite em Deus.

Cerca de metade dos sondados considera ser importante ter alguém na Casa Branca que partilhe a sua perspetiva religiosa. Uma visão que cresce de importância no campo republicano, como revelam os 64% de respostas positivas. Apesar deste raciocínio, 56% dos eleitores republicanos pensam que o pouco religioso Trump poderá ser um bom presidente. Entre os que avaliam positivamente uma eventual administração do bilionário, 17% consideram que Trump não é nada religioso. Mas esta é uma exceção que confirma a regra entre os restantes candidatos republicanos. Quase todos os que pensam que Cruz, Rubio e Carson seriam bons presidentes, também os consideram religiosos.

O inquérito do Pew Research Center revela que entre os grupos religiosos, 52 por cento dos protestantes evangelistas pensam que Trump poderia dar um bom presidente. Carson obtém o mesmo valor e Cruz recolhe 49 por cento de opiniões favoráveis. Poucos evangelistas acreditam nas competências de Sanders (16%) e de Clinton (15%). 68% dos eleitores consideram que a religião está a perder influência na sociedade americana e 51 por cento estimam que este declínio é mau para a comunidade nacional. Finalmente, para 40% dos americanos a religião tem andado afastada dos discursos dos políticos, embora 27% pensem o oposto. Em 2012 havia mais gente a pensar que a religião estava demasiado presente na campanha (38%) do que o contrário (30%)

http://www.euronews.com/2016/01/28/god-s-own-country-prefers-candidates-seen-as-least-religious-study-finds/