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Síria: Rússia aceita presença passiva de grupos rebeldes no processo de paz

A Rússia aceita que dois grupos rebeldes da oposição síria, o Jaish al-Islam (Exército do Islão) e Ahrar al-Sham (Movimento Islâmico dos Homens

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Síria: Rússia aceita presença passiva de grupos rebeldes no processo de paz

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A Rússia aceita que dois grupos rebeldes da oposição síria, o Jaish al-Islam (Exército do Islão) e Ahrar al-Sham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante), participem, mas como meros observadores, nas negociações de paz a decorrer em separado esta semana, em Genebra, na Suíça.

A posição de Moscovo foi revelada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em Abu Dhabi, durante a visita desta terça-feira ao homólogo dos Emirados Árabes, o “sheik” Abdullah bin Zayed al-Nahyan. Sergei Lavrov avisa, no entanto, que esta abertura não significa que a Rússia deixe de ver estes dois grupos como eventuais terroristas.

“A participação deles num contexto individual na delegação formada nos encontros de Riade não significa — e isto é reconhecido por todos, incluindo também os nossos colegas americanos e comoderadores do processo de Viena — isto não significa, dizia, que reconhecemos o Jaish al-Islam e o Ahrar al-Sham como parceiros nas negociações”, sublinhou Lavrov.

A Genebra, já chegou, entretanto, a representação do governo sírio. É a vez da delegação liderada por Bashar Jaafari se reunir com o delegado das Nações Unidas para o conflito sírio.

Na segunda-feira, o italo-sueco Staffan de Mistura já tinha estado reunido formalmente com a delegação da oposição, cujo líder é Mohamed Allouche, membro da comissão política do Jaish al-Islam. Após o encontro com De Mistura, o porta-voz da oposição síria, Salem al-Meslett acusou a Federação russa de estar a “criar um novo Hitler” ao continuar a apoiar o Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Já esta terça-feira, a Comissão Suprema para as Negociações, a principal delegação da oposição, acusou o regime de al-Assad e a Rússia de colocarem em risco o processo de paz ao terem aumentado recentemente as alegadas agressões em Homs e Alepo, e de atacarem hospitais e outras infraestruturas importantes.