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Bombas em Alepo, negociações em Genebra

Desde segunda-feira, Alepo, na Síria, foi palco de mais de 320 ataques da aviação russa. Isto enquanto as negociações para a paz decorrem em Genebra.

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Bombas em Alepo, negociações em Genebra

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A região de Alepo está a ser alvo da maior ofensiva do exército sírio e da Rússia desde que os russos entraram em cena, na guerra civil Síria.

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Para haver um cessar-fogo, é uma condição essencial que pare o tráfico na fronteira entre a Síria e a Turquia, que permite o aprovisionamento dos rebeldes.

Segundo o observatório sírio dos direitos humanos, principal organização da oposição síria, só desde a última segunda-feira a aviação russa fez mais de 320 ataques na região. O governo russo insiste que estas ações se destinam a expulsar a Frente al-Nusra, filial síria da Al-Qaida. O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, insiste também nas relações com a Turquia: “Para haver um cessar-fogo, é uma condição essencial que pare o tráfico na fronteira entre a Síria e a Turquia, que permite o aprovisionamento dos rebeldes”, disse Lavrov.

Esta onda de ataques acontece na mesma altura em que os representantes do governo sírio, da oposição e da ONU tentam manter vivas as negociações para a paz, que estão a decorrer em Genebra. Bashar Al-Jaafari, embaixador sírio na ONU, queixa-se da confusão instalada: “Ainda não sabemos quem vão ser os nossos interlocutores nem quantas delegações vamos enfrentar. Não conhecemos a agenda nem os nomes de todos os participantes”, disse Al-Jaafari.

O diplomata sueco Staffan de Mistura, enviado especial da ONU para a Síria, está a presidir a esta ronda de negociações.

A oposição síria esteve para não participar, mas decidiu, no último momento, enviar uma delegação do chamado Alto Comité para as Negociações. Esse comité já explicou à ONU quais as condições humanitárias que exige para um cessar-fogo.