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Divisões no Parlamento Europeu por causa da proposta de acordo com Reino Unido

No Parlamento Europeu, em Estrasburgo, as reações ao esboço da proposta de acordo com o Reino Unido, apresentado pelo presidente do Conselho Europeu

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Divisões no Parlamento Europeu por causa da proposta de acordo com Reino Unido

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No Parlamento Europeu, em Estrasburgo, as reações ao esboço da proposta de acordo com o Reino Unido, apresentado pelo presidente do Conselho Europeu, multiplicaram-se.

O líder do executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, fala de um acordo bom para ambas as partes: “Sempre referi que queria que o Reino Unido permanecesse na União Europeia na base de um acordo justo. A proposta apresentada é justa, para o Reino Unido e para os outros 27 Estados-membros. […] Se o Reino Unido considera que está agora no limite do nível integração, então está tudo bem.”

Alguns eurodeputados da Europa do Leste, mostram-se chocados com as concessões feitas ao Reino Unido, principalmente no que diz respeito à limitação de imigrantes comunitários. György Schöpflin, do partido Fidesz, no poder na Hungria, deixa antever eventuais retaliações, no fluxo de capitais: “Por exemplo, a cadeia de supermercados britânica Tesco tem avultados investimentos não só na Hungria, mas também em outros países da região. Um país da Europa Central pode dizer à Tesco que se os trabalhadores, dos países da Europa central, enfrentarem algum tipo de discriminação no Reino Unido, então não haverá problema se eles também forem alvo de discriminação. Julgo que o capital britânico não ficaria contente com isto.”

O eurocético Nigel Farage, do Partido para a Independência do Reino Unido (UKIP), juntou-se ao coro de críticas e disse que não vê concessões substanciais que tenham sido feitas: “Foi-nos prometida uma renegociação substancial, uma grande mudança na relação do Reino Unido. Na verdade, David Cameron disse que apresentaria uma ‘mudança substancial de tratado’, o que não fez. Em relação ao acordo está bastante claro que haverá muitas pessoas a rejeitar.”

O primeiro-ministro britânico e os parceiros europeus tentarão acertar agulhas e alcançar um acordo na próxima cimeira europeia de chefes de Estado e de Governo, dentro de duas semanas.