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Espanha: Socialistas tentam ultrapassar impasse pós-eleitoral

Os Socialistas espanhóis prosseguem os contactos para tentar formar um governo de coligação. O líder da formação, Pedro Sánchez, reuniu-se na

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Espanha: Socialistas tentam ultrapassar impasse pós-eleitoral

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Os Socialistas espanhóis prosseguem os contactos para tentar formar um governo de coligação.

O líder da formação, Pedro Sánchez, reuniu-se na quinta-feira com o responsável do partido liberal Ciudadanos, Albert Rivera, antes de voltar a discutir com o partido Podemos, esta sexta-feira.

Rivera rejeita até agora a possibilidade de integrar um governo socialista, em coligação com o Podemos. Na base da divisão está o apoio de Pablo Iglesias à realização de um referendo sobre a independência da Catalunha, rejeitado por Rivera.

“Amanhã à tarde vamos reunir-nos em torno de cinco pontos: A política social e a luta contra o desemprego, a regeneração e a luta contra a corrupção, a reforma constitucional, a Economia e a política fiscal e a Europa e a nossa posição no mundo”, afirmou o líder do Ciudadanos após as discussões com Sánchez em Madrid.

O rei de Espanha tinha incumbido Pedro Sánchez de formar governo, na terça-feira. Com 90 deputados eleitos em Dezembro, os socialistas necessitam do apoio do Ciudadanos (40 deputados) e do Podemos (69) para poder obter os 176 assentos que garantem a maioria no parlamento.

Sánchez voltou a apelar a um acordo que afaste a possibilidade de um novo mandato de Rajoy:

“A história do Sr. Rajoy, a corrupção e o Partido Popular, são como uma história interminável. É por isso que acredito que a regeneração democrática de que os espanhóis estão à espera passa por um PP na oposição, com todo o respeito pelos sete milhões de espanhóis que votaram no partido”.

Vencedor das eleições sem maioria, o primeiro-ministro cessante, Mariano Rajoy, garantiu ontem que vai votar contra a investidura de um governo socialista, depois de ter rejeitado a oferta do rei para formar governo.

Uma situação que levou já o monarca a anular uma visita ao Reino Unido agendada para Março, quando o impasse pós-eleitoral ameaça prolongar-se por várias semanas ou mesmo meses.

Se nenhum partido conseguir obter o apoio do parlamento, o país terá que convocar novas eleições. Um sufrágio com um resultado quase similar, segundo uma sondagem publicada esta quinta-feira que indica que o PP voltaria a ganhar as eleições com um resultado similar, a rondar os 28,8%, seguido do partido Podemos (21,9%), que poderia pela primeira vez ultrapassar o PSOE (20,5%).