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Zeebrugge: Uma nova plataforma para os migrantes chegarem ao Reino Unido?

Depois de a polícia francesa cerrar fileiras na “selva” de Calais, alguns migrantes tentam a sorte para chegar ao Reino Unido mais a norte, na vila

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Zeebrugge: Uma nova plataforma para os migrantes chegarem ao Reino Unido?

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Depois de a polícia francesa cerrar fileiras na “selva” de Calais, alguns migrantes tentam a sorte para chegar ao Reino Unido mais a norte, na vila portuária belga de Zeebrugge. As autoridades do país tentam evitar, a todo o custo, o nascimento de um campo semelhante à “selva.” Lutam para distinguir quem tem direito a asilo e quem não tem.

O porto de Zeebrugge, pequena vila do litoral belga, está ligado à fronteira francesa por uma linha de elétrico ao longo da costa.

Perante as adversidades que enfrentam em terras gaulesas, muitos migrantes partem rumo ao porto internacional, que tem uma posição estratégica, na esperança de conseguir cruzar o mar para o Reino Unido.

Os que vagueiam, literalmente, por Zeebrugge recebem apoio de alguns habitantes e contam com a ajuda preciosa de pessoas como o pároco local, Fernand Maréchal: “Tentámos convencê-los a pedir asilo na Bélgica, para obter um estatuto legal, mas não quiseram. […] Julgo que são tão manipulados pelos traficantes de seres humanos que só acreditam numa narrativa e não confiam no que lhes dizemos.”

Os habitantes de Zeebrugge parecem ignorar os apelos do governador da província de Flandres Ocidental, Carl Decaluwé, que pediu para “não se alimentar os refugiados” sob pena de virem muitos mais.

“Só decidi vir para aqui quando ouvi [a declaração do governador da província de Flandres Ocidental] na rádio. Pensei: se aquela é a forma como querem tratar pessoas, então vou comprar pão e bolachas. Depois vim para cá”, diz um voluntário.

A vila portuária de Zeebrugge pertence a Brugge. Renaat Landuyt, o autarca da cidade turística, acredita que a região se converteu num novo “Eldorado” para os que querem chegar ao Reino Unido: “Neste momento percebemos que rapazes jovens vêm até aqui para ver se existem pontos fracos a dois níveis: procuram um lugar onde possam instalar uma espécie de campo de refugiados e por outro lado procuram entender quais são os pontos fracos do porto.”

Muitas empresas já manifestaram a vontade de deixar o porto de Zeebrugge, porque querem evitar problemas relacionados com pessoas em situação irregular.

Os migrantes continuam à espera do “Dia D.”