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Egito: Assassínio brutal de jovem italiano coloca polícia sob suspeita

As autoridades italianas abriram uma investigação às misteriosas circunstâncias da morte de um jovem do país, encontrado sem vida, no Cairo, no final

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Egito: Assassínio brutal de jovem italiano coloca polícia sob suspeita

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As autoridades italianas abriram uma investigação às misteriosas circunstâncias da morte de um jovem do país, encontrado sem vida, no Cairo, no final da semana.

O corpo de Giulio Regeni foi acolhido, este sábado, por dezenas de pessoas no aeroporto de Roma.

O estudante de 28 anos tinha sido encontrado morto, à beira da estrada, com marcas de queimaduras de cigarro e outros sinais de tortura.

Para o ministro da Justiça italiana, Andrea Orlando:

“Estamos a trabalhar em colaboração com as autoridades egípcias e pedimos-lhes que ajam com determinação, com transparência e rapidez”.

Dezenas de pessoas concentraram-se frente à embaixada italiana da capital egípcia para denunciar o que consideram como mais uma possível vítima da brutalidade da polícia egípcia.

O jovem trabalhava como correspondente do jornal comunista italiano Il Manifesto, onde denunciara por várias vezes a pressão do regime do presidente Al-Sissi sobre os sindicatos do país.

Para a ativista política egípcia, Sally Toma:

“O Giulio estava aqui a lutar pelos direitos dos trabalhadores egípcios e para a revolução egípcia e o mínimo que podíamos fazer era estar aqui para apoiá-lo, pois era como um de nós e infelizmente morreu nas mesmas circunstâncias que muitos egípcios”.

Regeni tinha desaparecido a 25 de janeiro, dia do aniversário da revolução egípcia, tendo sido encontrado morto dez dias depois.

Segundo a primeira autópsia, o jovem teria falecido na sequência de uma forte pancada na cabeça.

Após a descoberta do corpo, a polícia egípcia tinha evocado um possível acidente de automóvel.