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Novo foguetão norte-coreano aumenta tensão na zona

Segundo as autoridades, o lançamento destinou-se a colocar um satélite em órbita. Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos receiam que se trate de um novo teste de um míssil

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Novo foguetão norte-coreano aumenta tensão na zona

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A Coreia do Norte realizou, com sucesso, o lançamento de um foguetão de longo alcance. Segundo as autoridades, o lançamento destinou-se a colocar um satélite em órbita.

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Lançar um míssil após um teste nuclear é uma violação clara da resolução da ONU - Shinzo Abe

Segundo o canal oficial norte-coreano KCTV, a agência espacial do país afirma-se preparada para efetuar novos lançamentos. A pivô explicou ainda que o lançamento do foguetão foi ordenado pelo próprio líder norte-coreano, Kim Jong Un.

O gesto aumenta a tensão na região, depois de o aparelho ter sobrevoado o Japão e a Coreia do Sul, que prometeram já responder ao que consideram ser um novo teste de um míssil.

“A Coreia do Norte ignorou um aviso da comunidade internacional e avançou para uma provocação inaceitável, ao lançar um míssil de longo alcance após ter levado a cabo o quarto teste nuclear”, referiu a presidente sul-coreana, Park Guen-Hye.

O mesmo discurso é escutado em Tóquio. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, considera “inaceitável o lançamento deste míssil. “Lançar um míssil após um teste nuclear é uma violação clara da resolução da ONU. Vamos responder firmemente, em estreita coordenação com a comunidade internacional e faremos tudo o que esteja ao nosso alcance para garantir a segurança dos nossos cidadãos.”

O Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião de emergência para este domingo em Nova Iorque, depois de Washington também ter garantido que vai responder ao que considera ser, “uma nova violação das sanções internacionais”.

O lançamento ocorre um mês depois de Pyongyang ter anunciado a realização de um teste com uma bomba termonuclear.

Desde então Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão têm vindo a reforçar a cooperação militar na região. Seul já anunciou a abertura de negociações com os Estados Unidos para a instalação do THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), um sistema de defesa de alta altitude, capaz de intercetar mísseis em voo – mas que a China desaprova.