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Hungria: Refugiados registados recebem aulas gratuitas de Inglês

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De  Euronews
Hungria: Refugiados registados recebem aulas gratuitas de Inglês

<p>São aulas de Inglês para refugiados registados na Hungria. Todos os sábados, cerca de 40 pessoas juntam-se na Universidade Central Europeia, em Budapeste. O curso dura 13 semanas. Os alunos vêm de vários países: Somália, Síria, Irão, Afeganistão ou Paquistão. Basil Hararah é um desses estudantes. Palestiniano, de Gaza. Decidiu vir para a Europa depois da casa onde vivia ter sido destruída.</p> <p>Basil explica que “a última guerra em Gaza ocorreu em meados de 2014. Destruiram-me tudo o que tinha de mais precioso, po isso tive de fugir”.</p> <p>Este jovem acredita que as aulas são muito importante, tendo em conta que quer estudar e trabalhar como engenheiro. Para além do Inglês, recebe formação em Direitos Humanos, Matemática, aprende a fazer um curriculum, a preencher uma candidatura de trabalho e “como sobreviver na Hungria”.</p> <p>De acordo com os responsáveis por estas formações, as aulas dão ferramentas muito importantes aos refugiados, não só para viver em Budapeste mas também para planear os próximos passos.<br /> Prem Rajaram, da associação Open Learning Initiative, lembra que “quando chegam aqui encontram um cenário difícil, como muito poucos apoios governamentais, sem grandes possíbilidades de aprender a língua. Por isso esta é uma oportunidade para encontrarem o próprio caminho”.</p> <p>As aulas são gratuitas e os professores são voluntários que decidiram passar os fins de semana a ajudar estas pessoas. Eszter Timár é uma dessas professoras e afirma que “falamos muito em ajudar os refugiados e acredito que sabendo das situações horríveis das quais fogem, temos de passar das palavras aos atos. Sou professora, posso ajudar dando aulas”.</p> <p>Apesar de Basil querer começar uma nova vida na Bélgica, por causa do tratado de Dublin II, foi obrigado a voltar para a Hungria, onde fez o primeiro registo de entrada na União Europeia. Agora começa a gostar do país.<br /> “Ouvi todos os rumores possíveis sobre a Hungria, de que não era um bom país para viver, mas agora, estando aqui há mais de sete meses, percebo que não é assim tão mau, posso recomeçar a minha vida aqui, sempre é mais seguro que Gaza”, garante Basil Hararah.</p> <p>Estes curso cumprem ainda outro propósito: fazer com que jovens como Basil, que chegaram sozinho, encontrem uma espécie de família.</p>