Síria: Merkel "horrorizada" com bombardeamentos russos

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De  Marco Lemos  com ap, reuters, efe, afp, lusa, bbc, guardian,
Síria: Merkel "horrorizada" com bombardeamentos russos

<p>De visita a Ancara, <a href="http://www.theguardian.com/world/2016/feb/08/syrian-army-advances-in-north-as-rebels-withdraw-from-kurdish-villages">Angela Merkel disse estar ‘não apenas chocada, mas horrorizada’ com o sofrimento provocado pelos bombardeamentos russos na Síria.</a></p> <p>“Nos últimos dias fiquei não apenas chocada, mas horrorizada com o sofrimento causado a milhares de pessoas pelos bombardeamentos, principalmente do lado russo”, afirmou a chanceler alemã.</p> <p>Numa conferência de imprensa conjunta, a chanceler alemã e o primeiro-ministro turco referiram que os bombardeamentos violam a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que a Rússia também aprovou e que exige o fim dos ataques contra áreas civis.</p> <p>Alemanha e Turquia estão a estudar a possibilidade de a <span class="caps">NATO</span> apoiar os esforços para controlar as travessias ilegais entre a costa turca e as ilhas gregas.</p> <p>A chanceler alemã reuniu-se, esta segunda-feira, com o presidente Recep Tayyip Erdogan e com o primeiro-ministro turco. No final, Ahmet Davutoglu informou que os dois países vão aproveitar a reunião desta semana dos ministros da defesa da <span class="caps">NATO</span> (10 e 11 de fevereiro) para pedir que “os instrumentos de monitorização” da organização sejam utilizados na fronteira turca e no mar Egeu. O chefe do governo também avisou que a Turquia não pode “suportar sozinha todo o fardo” do acolhimento dos refugiados sírios.</p> <p>A <a href="http://www.bbc.com/news/world-europe-35521242">Europa quer que a Turquia abra a fronteira com a Síria, mas que simultaneamente trave a passagem de migrantes para a Grécia</a>, combatendo em particular os traficantes. </p> <p>Merkel recordou que “se queremos por fim à imigração ilegal, devemos estar dispostos a acolher de forma legal uma certa quantidade de imigração, especialmente refugiados sírios”.</p> <p>O quinto encontro nos últimos quatro meses entre a chanceler e líderes turcos serviu para fazer um ponto de situação sobre a aplicação do plano de ação União Europeia -Turquia para enfrentar a crise dos refugiados.</p> <p>O acordo, alcançado em novembro, prevê que a Turquia melhore as condições de acolhimento dos mais de 2,7 milhões de refugiados sírios e reforce o controlo da fronteira marítima com a Grécia a troco de uma ajuda de 3 mil milhões de euros, que foi aprovada pela UE na semana passada.</p> <p>Ancara pretende também a eliminação dos vistos para os cidadãos turcos e acelerar as negociações de adesão à UE.</p> <p>O plano de ação prevê ainda que a Turquia seja mais eficaz no combate ao tráfico de pessoas, facilite a educação dos refugiados menores de idade e a inserção dos adultos no mercado de trabalho.</p> <p>Ancara afirma já ter gasto mais de 8.000 milhões de dólares em apoio aos refugiados desde 2011.</p> <blockquote class="twitter-tweet" align="center" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">Why <a href="https://twitter.com/hashtag/Europe?src=hash">#Europe</a> needs Angela Merkel <a href="https://t.co/unjr04b7Ev">https://t.co/unjr04b7Ev</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/refugees?src=hash">#refugees</a> <a href="https://t.co/dVaZ2x4Ig5">pic.twitter.com/dVaZ2×4Ig5</a></p>— World Economic Forum (@wef) <a href="https://twitter.com/wef/status/696687464602345472">February 8, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Sábado, a chanceler alemã reiterou que a proteção das fronteiras externas da União Europeia é fundamental para evitar o fim do espaço Schengen de livre circulação de pessoas, bens e mercadorias.</p> <p>Vários países, entre os quais a Alemanha, restabeleceram controlos fronteiriços para registar e travar o fluxo de migrantes.</p> <p>Depois de ter acolhido mais de 1.000.000 de refugiados no ano passado, Merkel está sob pressão da classe política e da opinião publica e a sua popularidade caiu 12 pontos em janeiro para 46%, o valor mais baixo dos últimos 4 anos e meio, segundo uma sondagem da televisão pública <span class="caps">ARD</span>. Segundo o mesmo estudo realizado pela Infratest, 81% dos alemães acham que o governo não tem a crise de refugiados sob controlo.</p> <p>Merkel está também consciente que só será possível travar o fluxo de refugiados quando for encontrada uma “solução política” para a guerra na Síria, o que ainda parece uma miragem.</p> <p>Na semana passada, as Nações Unidas acabaram por suspender as negociações de paz em Genebra depois de seis dias em que as partes envolvidas não conseguiram sequer entender-se para dar inicio aos trabalhos.</p>