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Aumenta pressão sobre a Grécia no âmbito da gestão da crise migratória

Na contagem decrescente para a chegada da primavera e em nome de um controlo eficiente do fluxo migratório, a Comissão Europeia aumenta a pressão

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Aumenta pressão sobre a Grécia no âmbito da gestão da crise migratória

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Na contagem decrescente para a chegada da primavera e em nome de um controlo eficiente do fluxo migratório, a Comissão Europeia aumenta a pressão sobre a Grécia.

O colégio de comissários decidiu recuperar as regras da Convenção de Dublin para o país, suspensas desde 2011. O dispositivo prevê o reenvio de requerentes de asilo ao primeiro país de entrada na União Europeia. Para o comissário europeu responsável pela Imigração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos, o objetivo não é penalizar a Grécia: “Não é intenção da Comissão e, acredito, de todos os Estados-membros, agravar a carga sobre a Grécia. Ao falarmos da Convenção de Dublin não devemos desvirtuar o que decidimos. Dublin continua. Em alguns países funciona, em outros não.”

No ano passado, mais de um milhão de migrantes alcançou a União Europeia.

O plano, da Comissão Europeia, para recolocar pessoas de Itália e da Grécia, traduziu-se num falhanço. Apenas 497 pessoas foram reinstaladas, de um total de 160 mil a serem recolocadas em dois anos.

Efi Koutsokosta, euronews – Vai avançar com algum processo por infração contra os Estados-membros que não implementam o esquema de recolocação e outras decisões europeias?

Dimitris Avramopoulos – “Não é previsível no futuro próximo. Neste momento não queremos punir. O que queremos fazer é chamar à responsabilidade. Se alguns Estados-membros reagirem negativamente e não quiserem obedecer temos os meios para tentar convencê-los.”

A Grécia é acusada de negligência na vigilância das fronteiras externas. O executivo comunitário deu três meses a Atenas para corrigir as falhas. O país arrisca uma expulsão ou suspensão do Espaço Schengen.