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Mais uma execução de um alto quadro da Defesa na Coreia do Norte

Kim Jong Un parece continuar em processo de “limpeza” no setor da Defesa da Coreia do Norte. Depois da execução reportada em maio pelos serviços

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Mais uma execução de um alto quadro da Defesa na Coreia do Norte

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Kim Jong Un parece continuar em processo de “limpeza” no setor da Defesa da Coreia do Norte. Depois da execução reportada em maio pelos serviços secretos sul-coreanos do ministro da Defesa, Hyon Yong-Chol, alegadamente com recurso a artilharia antiaérea, agora é a agência de notícias sul-coreana que avança a execução do chefe das Forças Armadas norte-coreanas, Ri Yong-gil.

De acordo com a Yonhap, citando “fonte familiarizada com a Coreia do Norte” e não identificada, Ri Yong-gil terá sido executado nos primeiros dias de fevereiro, condenado por corrupção e enriquecimento ilícito, entre várias acusações. A mesma fonte especula que o chefe das Forças Armadas poderá ter manifestado objeções às recentes nomeações, por Kim Jong Un, de líderes partidários para importantes cargos militares e esta teria sido a forma de o líder norte-coreano acabar com as críticas.

(Chefe militar da Coreia do Norte executado por acusações de corrupação: fontes.)

Outro indício da morte terá sido a ausência, ao lado do líder norte-coreano, do chefe das Forças Armadas no alegado e controverso lançamento de um satélite. Ri Yong-gil era presença assídua ao lado de Kim Jong Un em eventos militares (ver ‘twit’ em baixo, do El Comercio, com os dois lado-a-lado, no 70.° aniversário do PAridos dos Trabalhadores).

“Ele esteve ausente da reunião conjunta do partido e dos militares e nos eventos de Pyongyang em que foi celebrado no domingo o lançamento de um satélite”, escreve a Yonhap, citando um jornal norte-coreano, o Rodong Sinmun, o qual referiu os presentes nessas cerimónias sem nomear Ri Yong-gil.

Desta feita, porém, os serviços secretos remeteram-se ao silêncio sobre esta alegada nova axecução de um alto cargo do setor da defesa norte-coreana. O antigo ministro da Segurança Popular, Ri Myong-su, poderá ter sido o escolhido para suceder a Ri Yong-gil, adianta a Yonhap.

As notícias de alegadas execuções e desaparecimentos na Coreia do Norte aumentaram após a chegada de Kim Jong Un ao poder, em dezembro de 2011. Outro dos castigados com a pena capital terá sido, há dois anos, Jang Song-thaek, o próprio tio do agora líder norte-coreano, o qual teria uma grande influência na elite norte-coreana.