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Uber no banco dos réus em França

Dois dos maiores executivos da empresa arriscam penas de prisão por concorrência desleal.

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Uber no banco dos réus em França

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O presidente da filial francesa da Uber e o diretor para a Europa Ocidental da empresa americana de aluguer de carros com motorista estão no banco dos réus, em França.

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O que nos interessa é o capital da Uber, que neste momento pesa mais que o da General Motors. Esta gente deveria pagar à República Francesa.

Thibaud Simphal e Pierre-Dimitri Gore-Coty podem ser condenados a cinco anos de prisão e multas de 300.000 euros por causa da aplicação Uber Pop, entretanto suspensa, acusada de concorrência desleal aos táxis.

O lóbi dos taxistas acusa ainda a Uber de fugir ao fisco: “O que nos interessa é o capital da Uber, que neste momento pesa mais que o da General Motors. Esta gente deveria pagar à República Francesa, para que possamos manter o nosso sistema económico e social. É isso o mais importante. Não estamos contra os motoristas, estamos contra as plataformas americanas que não respeitam a lei em França”, diz Ahmed Senbel, presidente da Federação Nacional de Taxistas Independentes.

A Uber Pop foi suspensa depois de protestos em massa por parte os taxistas. A aplicação móvel permitia que qualquer pessoa com um automóvel pudesse transportar passageiros para a empresa. Se esta versão “low-cost” foi desativada, a Uber continua a operar em França e muitos outros países, incluindo Portugal, gerando a ira dos taxistas.