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Japão regista a pior semana em bolsa desde outubro de 2008

A bolsa do Japão fechou a pior semana desde que estalou a crise financeira mundial em outubro de dois mil e oito. O Nikkei, o principal índice do

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Japão regista a pior semana em bolsa desde outubro de 2008

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A bolsa do Japão fechou a pior semana desde que estalou a crise financeira mundial em outubro de dois mil e oito. O Nikkei, o principal índice do mercado acionista nipónico, encerrou esta sexta-feira a cair 4,84 por cento (760,78 pontos), acumulando perdas semanais de 11,1 por cento, devido sobretudo à valorização do iene face ao dólar, o que pressiona as exportações.

Na quinta-feira, o dólar chegou a valer 110,99 ienes, o valor mais baixo da divisa americana no Japão desde 31 de outubro de 2014. Em destaque negativo, na sessão desta sexta-feira da bolsa nipónica estiveram, por exemplo, alguns dos principais exportadores da indústria automóvel como a Toyota, a Nissan e a Honda.


 

Índice Nikkei-225

Representa a flutuação média do valor dos títulos das 225 melhores empresas japonesas cotadas no primeiro nível da Bolsa de Valores de Tóquio. Foi publicado pela primeira vez a 16 de maio de 1949.

Apesar dos resultados, o ministro das Finanças japonês não pareceu ficar preocupado. “A drástica flutuação do valor das ações não é desejável. Nota-se alguma volatilidade no mercado. O governo japonês vai continuar a observar com muita atenção as tendências e a responder de forma apropriada senmpre que necessário”, afirmou Taro Aso.

Uma das respostas já dadas terá sido, no final de janeiro, a decisão de Haruhiko Kuroda, o governador do Banco central do Japão (BoJ), em fixar taxas de juro negativas. O objetivo era tentar reanimar a respetiva economia, impondo um estímulo aos empréstimos e ao investimento.

Perante a atual situação, duas semanas após a decisão do Boj, Nicholas Smith, analista do mercado nipónico para a CLSA, revela uma proposta curiosa: “O Banco do Japão surpreendeu ao adotar taxas de juro negativas. Parecia uma excelente medida, mas não parece estar a dar resultado. Por isso, penso que a melhor coisa a fazer agora com o Governador do Banco do Japão, é comprar-lhe um pacote de viagens e férias na praia à escolha dele e pedir-lhe para ficar por lá um ano.”

Brincadeiras à parte, a verdade é que o abrandamento da economia da vizinha China e a queda do preço petróleo somada à insegurança agora torno da banca impulsionaram o valor do iéne face ao dólar e tornaram mais caras as exportações.

Ainda esta sexta-feira, o ministro das Finanças do Japão manifestou o desejo de debater a nível global a estabilização do mercado de divisas como forma de tentar travar a volatilidade nos mercados internacionais. Taro Aso revelou que o Japão “gostaria” que estas “políticas de cooperação” fossem estudadas na reunião de ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 marcada para 26 e 27 de fevereiro, em Xangai, China.