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ONU: Ataques na Síria são "violação flagrante do Direito Internacional"

As Nações Unidas consideram que os ataques contra escolas e hospitais na Síria esta segunda-feira constituem "uma flagrante violação do Direito Internacional."

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ONU: Ataques na Síria são "violação flagrante do Direito Internacional"

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A Organização das Nações Unidas considera que os ataques levados a cabo contra escolas e hospitais no norte da Síria esta segunda-feira e que resultaram na morte de dezenas de pessoas constituem “uma flagrante violação do Direito Internacional.”

Um conjunto de ataques criticado também pelo Ocidente e pela Turquia. Ancara acusou os russos de estarem por trás da operação e diz que Moscovo é “responsável por crimes de guerra.”

Os Estados Unidos defenderam, por seu lado, a necessidade de concentrar os esforços na ajuda humanitária aos civis:

“Condenamos da forma mais severa possível e de forma contundente estes ataques e pensamos que prejudica os compromissos de Munique de sexta-feira e o interesse comum de reduzir a violência e de permitir que as populações recebam assistência humanitária, o que é fundamental”, disse a Conselheira de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice.

Pelo menos 50 pessoas morreram em ataques com mísseis contra cinco hospitais e duas escolas esta segunda-feira nas regiões de Alepo e Idlib. Na cidade de Idlib, um hospital teria sido atingido quatro vezes.

Entre as vítimas encontram-se oito membros da organização “Médicos Sem Fronteiras”, que se encontravam desaparecidos esta segunda-feira.

“O pessoal no terreno, entre médicos e pacientes disse que eram de ataques do exército russo”, disse Isabelle Defourny, da organização Médicos Sem Fronteiras.

“Por outro lado, algumas pessoas, que se encontravam noutros pontos da região, dizem que eram ataques vindos do terreno e não do ar”, acrescentou.

Outras 14 pessoas morreram na cidade de Azaz (norte), bastião rebelde próximo da fronteira com a Turquia. Uma série de mísseis atingiu um hospital para crianças e uma escola que acolhia refugiados. Os detalhes foram avançados pelo pessoal médico no terreno.

A Turquia avisou também as milícias curdas na região de que estas sofreriam “fortes represálias” caso tentassem tomar o controlo de uma cidade próxima da fronteira entre a Turquia e a Síria.

A ofensiva desta segunda-feira terá sido levada a cabo com o apoio dos russos e das milícias xiitas apoiadas pelo Irão e que permitiu ao exército do Governo sírio de Bachar al-Assad reaproximar-se da fronteira com a Turquia. Os jornalistas no terreno dizem que os homens de al-Assad estão agora a cerca de 25 quilómetros da fronteira com o sul da Turquia.

As milícias curdas do YPG, que Ancara considera como uma ameaça para a sua soberania e integridade territorial, sairam beneficiadas com estes ataques, tomando terreno anteriomente conquistado por grupos rebeldes sírios e extendendo a sua presença ao longo da fronteira que separa a Síria da Turquia.

O Governo russo por seu lado, criticou os ataques turcos na região e acusou Ancara de manter as portas abertas a “novos grupos de jihadistas e de mercenários” através das suas fronteira. Moscovo disse ainda que, com referidas atitutes, a Turquia “dava apoio ao terrorismo internacional”.