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ONU: Ataques na Síria são "violação flagrante do Direito Internacional"

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De  Antonio Oliveira E Silva  com Reuters
ONU: Ataques na Síria são "violação flagrante do Direito Internacional"

<p>A <a href="http://www.un.org/en/index.html" title="ONU">Organização das Nações Unidas</a> considera que <a href="http://pt.euronews.com/2016/02/15/bombardeamentos-provocam-50-mortos-em-hospitais-e-escolas-no-norte-da-siria/">os ataques levados a cabo contra escolas e hospitais no norte da Síria esta segunda-feira</a> e que resultaram na morte de dezenas de pessoas constituem “uma flagrante violação do Direito Internacional.”</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="es"><p lang="en" dir="ltr">.<a href="https://twitter.com/UNICEF"><code>UNICEF</a> chief &#39;appalled&#39; by reports of attacks on hospitals, schools in northern <a href="https://twitter.com/hashtag/Syria?src=hash">#Syria</a> <a href="https://t.co/mth7biN45f">https://t.co/mth7biN45f</a> <a href="https://t.co/ufHCBrsmEW">pic.twitter.com/ufHCBrsmEW</a></p>&mdash; UN News Centre (</code>UN_News_Centre) <a href="https://twitter.com/UN_News_Centre/status/699358279382777856">febrero 15, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Um conjunto de ataques criticado também pelo Ocidente e pela Turquia. Ancara acusou os russos de estarem por trás da operação e diz que Moscovo é “responsável por crimes de guerra.” </p> <p>Os Estados Unidos defenderam, por seu lado, a necessidade de concentrar os esforços na ajuda humanitária aos civis:</p> <p>“Condenamos da forma mais severa possível e de forma contundente estes ataques e pensamos que prejudica os compromissos de Munique de sexta-feira e o interesse comum de reduzir a violência e de permitir que as populações recebam assistência humanitária, o que é fundamental”, disse a Conselheira de Segurança Nacional dos <span class="caps">EUA</span>, Susan Rice. </p> <p>Pelo menos 50 pessoas morreram em ataques com mísseis contra cinco hospitais e duas escolas esta segunda-feira nas regiões de Alepo e Idlib. Na cidade de Idlib, um hospital teria sido atingido quatro vezes.</p> <p>Entre as vítimas encontram-se oito membros da organização “Médicos Sem Fronteiras”, que se encontravam desaparecidos esta segunda-feira.</p> <p>“O pessoal no terreno, entre médicos e pacientes disse que eram de ataques do exército russo”, disse Isabelle Defourny, da organização Médicos Sem Fronteiras.</p> <p>“Por outro lado, algumas pessoas, que se encontravam noutros pontos da região, dizem que eram ataques vindos do terreno e não do ar”, acrescentou. </p> <p>Outras 14 pessoas morreram na cidade de Azaz (norte), bastião rebelde próximo da fronteira com a Turquia. Uma série de mísseis atingiu um hospital para crianças e uma escola que acolhia refugiados. Os detalhes foram avançados pelo pessoal médico no terreno.</p> <p>A Turquia avisou também as milícias curdas na região de que estas sofreriam “fortes represálias” caso tentassem tomar o controlo de uma cidade próxima da fronteira entre a Turquia e a Síria. </p> <p>A ofensiva desta segunda-feira terá sido levada a cabo com o apoio dos russos e das milícias xiitas apoiadas pelo Irão e que permitiu ao exército do Governo sírio de Bachar al-Assad reaproximar-se da fronteira com a Turquia. Os jornalistas no terreno dizem que os homens de al-Assad estão agora a cerca de 25 quilómetros da fronteira com o sul da Turquia. </p> <p>As milícias curdas do <span class="caps">YPG</span>, que Ancara considera como uma ameaça para a sua soberania e integridade territorial, sairam beneficiadas com estes ataques, tomando terreno anteriomente conquistado por grupos rebeldes sírios e extendendo a sua presença ao longo da fronteira que separa a Síria da Turquia.</p> <p>O Governo russo por seu lado, criticou os ataques turcos na região e acusou Ancara de manter as portas abertas a “novos grupos de jihadistas e de mercenários” através das suas fronteira. Moscovo disse ainda que, com referidas atitutes, a Turquia “dava apoio ao terrorismo internacional”.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="es"><p lang="en" dir="ltr">We see Turkey actions in <a href="https://twitter.com/hashtag/Syria?src=hash">#Syria</a> as support for terrorism in violation of <span class="caps">UNSC</span> resolutions <a href="https://t.co/3O4ECtE1wp">https://t.co/3O4ECtE1wp</a> <a href="https://t.co/lIbKrCLLRh">pic.twitter.com/lIbKrCLLRh</a></p>— <span class="caps">MFA</span> Russia (@mfa_russia) <a href="https://twitter.com/mfa_russia/status/699272799664402437">febrero 15, 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>