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Cuba e os Estados Unidos retomam voos comerciais

Estados Unidos e Cuba deram um novo passo no processo de aproximação ao autorizar pelo menos 110 voos regulares suspensos há 53 anos. O memorando de

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Cuba e os Estados Unidos retomam voos comerciais

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Estados Unidos e Cuba deram um novo passo no processo de aproximação ao autorizar pelo menos 110 voos regulares suspensos há 53 anos. O memorando de entendimento foi assinado em Havana pelo secretário de Transporte, Anthony Foxx, o secretário de Estado assistente, Charles Rivkin, ambos representantes dos Estados Unidos, e pelo titular de Transporte, Adel Izquierdo, e o presidente da Aeronáutica Civil, Alfredo Cordero, por parte de Cuba.

Este acordo representa um marco nos esforços dos Estados Unidos para manter um diálogo com Cuba e normalizar as relações, como foi proposto pelo presidente Obama há somente 14 meses.

“Com este acordo em vigor as companhias aéreas dos dois países, podem estabelecer contratos de negócios e contratos de arrendamento de aeronaves entre si ou com companhias aéreas de países terceiros.” Disse Adel Izquierdo.

Washington emitirá “uma ordem para convidar as companhias aéreas americanas a apresentarem candidaturas para oferecer serviços desde os aeroportos de todo o país, uma dezena de cidades foram contempladas desde que tenham as estruturas necessárias.

Por ora, as autoridades americanas incluíram os aeroportos de Camagüey, Cayo Coco, Cayo Largo, Cienfuegos, Holguín, Manzanillo, Matanzas, Santa Clara e Santiago de Cuba.

O acordo também abre as portas para à empresa Cubana de Aviación futuramente, mas as autoridades locais concordam que isso não acontecerá no momento.

Os voos comerciais entre Cuba e Estados Unidos foram cancelados há meio século, mas desde meados dos anos 70 estão autorizados os voos charter sob determinadas condições. Estes voos, cerca de 20, poderão continuar operando, informaram as autoridades.

Em julho passado, os Estados Unidos e Cuba reabriram formalmente suas respectivas embaixadas, e os dois países estão agora empenhados em um longo e difícil processo de normalização de suas relações bilaterais.