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Primeiro-ministro turco acusa cidadão sírio pelo sangrento atentado de Ancara

Ataque a uma coluna militar na capital da Turquia matou 28 pessoas e feriu mais de 60. Davutoglu responsabiliza diretamente o YPG, o braço armado do PYD, a principal força política do Curdistão sírio,

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Primeiro-ministro turco acusa cidadão sírio pelo sangrento atentado de Ancara

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O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu revelou esta quinta-feira de manhã estar já identificado o principal responsável pelo atentado em Ancara, quarta-feira, em que morreram 28 pessoas — 27, eram militares. O homem, um bombista suicida, foi identificado como Salih Neccar, um cidadão sírio, nascido em 1992

Numa comunicação realizada a partir do quartel-general próximo da zona do atentado, o chefe de Governo colocou a responsabilidade direta do ataque nas milícias YPG, ou Unidades de Defesa Popular, o braço armado do PYD (Partido de União Democrática) com ligação ao Conselho Supremo Curdo, ambos do Curdistão sírio.

(ÚLTIMA HORA: Ataques terroristas em Ancara //
Davutoglu: há provas de que o YPG teve contato direto com o ataque.)

De forma indireta, Davutoglu responsabilizou o regime sírio e a Rússia pelo apoio concedido a este grupo e, de uma forma geral, pediu para que as YPG sejam vistas como terroristas, algo que com que os Estados Unidos, por exemplo, não concordam.

O líder do PYD (Partido de União Democrática, no Curdistão sírio), Salih Muslim, rejeita qualquer envolvimento no atentado de Ancara.

Pelo menos 9 pessoas, revelou ainda o primeiro-ministro, terão sido detidas por suspeita de ligação ao atentado, do qual resultaram ainda mais de 60 feridos e que ainda

Um jornal próximo do governo turco, o Yeni Safak, adiantou, sem confirmação oficial, que o suspeito, Salih Neccar, teria entrado na Turquia misturado num grupo de refugiados e que terá sido identificado pelas impressoões digitais registadas pelas autoridades quando entrou no país.

O carro utilizado no ataque — acrescenta o mesmo jornal — teria sido alugado há duas semanas em Izmir, no leste do país, a cerca de seiscentos quilómetros de Ancara.

Entre o ataque ao final da tarde de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, foram intensificados os bombardeamentos contra posições do grupo terrorista turco PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). O primeiro-ministro confirmou que cerca de 70 elementos do PKK terão sido “neutralizados.”

Coluna militar atacada à bomba em Diarbakyr

Já esta quinta-feira de manhã, entretanto, uma coluna de veículos militares turcos foi atingida por uma outra explosão em Diarbakyr, no sul do país. Pelo menos seis soldados morreram e um ficou ferido neste novo ataque (algumas fontes referem 7 mortos).

Fontes das forças de segurança turcas revelaram que a explosão aconteceu na autoestrada que liga Diarbakyr ao distrito de Lice e que o explosivo terá sido detonado através de um controlo remoto por membros do PKK.

Referência, por fim, ainda para a explosão registada quarta-feira em Fittja, a sul de Estocolmo, na Suécia, junto de uma associação cultural turca. O jornal sueco Aftonbladet (twit em baixo) reportou a chamada da polícia pelas 21h35 (menos uma hora em lisboa) e a mobilização de várias ambulâncias e carros dos bombeiros para o local, sem referir vítimas. Uma testemunha alega ter visto alguém a atirar algo para o edifício.

O presidente da associação Botkyrka, Ismail Zengin, reveliou que as janelas estão estilhaçadas, pelo menos uma parede do edifício ficou destruída e a canalização afetada, provocando uma pequena inundação. “Não aceitável que se ataque uma organização sem fins lucrativos”, lamentou Ismail Zengin ao Aftonbladet.

(Forte explosão em instalações fora de Estocolmo.)