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Satélite europeu Sentinel já está em órbita para estudar clima e saúde do planeta

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Satélite europeu Sentinel já está em órbita para estudar clima e saúde do planeta

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O terceiro satélite do programa de observação da Terra da Agência Espacial Europeia já está em órbita. O Sentinel-3A junta-se a uma frota de

O terceiro satélite do programa de observação da Terra da Agência Espacial Europeia já está em órbita. O Sentinel-3A junta-se a uma frota de aparelhos que recolhem dados sobre a Terra, por intermédio de satélites e sensores, situados na superfície terrestre, no céu e no mar.

Point of view

"Todos os dados são processados em tempo real. Três horas depois ficam disponíveis para todos os utilizadores. Os dados vão estar disponíveis gratuitamente e podem ser descarregados na Internet.

A euronews entrevistou Volker Liebig, diretor do programa de observação da terra, da Agência Espacial Europeia.

Volker Liebig: “Os satélites Sentinel são os nossos guardiães no espaço. Eles observam o nosso planeta. O Sentinel-3 dá-nos uma imagem mais larga. Os instrumentos captam imagens de menor resolução mas permitem-nos ver diariamente o estado do planeta”, explicou Volker Liebig, diretor do programa de observação da terra da Agência Espacial Europeia.

Os satélites foram desenvolvidos no âmbito do programa europeu Copernicus. Os dados recolhidos poderão ser aplicados em várias áreas: o planeamento urbano, a proteção da natureza, a agricultura, a saúde, os transportes e o turismo.

Volker Liebig: “O que tentamos alcançar com estes satélites é similar ao que fizemos no passado em relação à meteorologia. Construímos um sistema operacional de satélites para melhorar as previsões do tempo, algo que também tínhamos em mente quando lançamos o programa Copernicus, mas desta vez para o ambiente e para a segurança civil”.

Graças a uma série de instrumentos de observação de alta precisão, vai ser possível obter um conhecimento aprofundado dos oceanos.

Volker Liebig: “Podemos medir o aumento do nível do mar mas também fenómenos como o El Niño. Temos um instrumento que mede a cor do oceano, ou seja, podemos identificar a poluição, as algas e podemos ver também mudanças ao nível da ocupação das terras. Vemos que as megacidades continuam a crescer. Há mudanças nas florestas, nas áreas agrícolas. Temos um instrumento que mede com uma precisão milimétrica o aumento do nível do mar”.

Além do mar, os satélites vai recolher dados detalhados sobre as terras e sobre fenómenos essenciais como a fotossíntese.

Volker Liebig: “Queremos contribuir para a segurança alimentar na terra. Devido aos instrumentos que se encontram no satélite podemos fazer previsões e ajudar a prever as colheitas”.

As empresas, o público e os responsáveis políticos poderão ter acesso a informações fidedignas e atualizadas sobre a evolução do planeta e do clima.

Volker Liebig: “Todos os dados são processados em tempo real. Três horas depois ficam disponíveis para todos os utilizadores, não apenas para os parceiros do programa Copernicus. Trata-se de um sistema de processamento muito poderoso. Os dados vão estar disponíveis gratuitamente e podem ser descarregados na Internet”.

Graças aos dados recolhidos pelo satélite vai ser possível observar e prever as mudanças climáticas nas próximas décadas para verificar o cumprimento das metas fixadas pelo recente acordo climático assinado em paris.

Volker Liebig: “Temos a obrigação de fazer relatórios no âmbito do Tratado climático. Os dados recolhidos pelos satélites podem ajudar todos os países. De cinco em cinco anos, vamos fornecer um relatório”.

A família Sentinel é composta por seis tipos de satélites e cada um tem um irmão gémeo, na mesma órbita. O Sentinel 3B tem lançamento previsto para 2017.