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Óscar de melhor filme estrangeiro: da Amazónia ao Afeganistão, qual será a escolha de Hollywood?

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Óscar de melhor filme estrangeiro: da Amazónia ao Afeganistão, qual será a escolha de Hollywood?

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As obras candidatas ao Óscar de melhor filme em língua estrangeira são apenas uma pequena amostra do cinema mundial. Todos os anos, a academia

As obras candidatas ao Óscar de melhor filme em língua estrangeira são apenas uma pequena amostra do cinema mundial. Todos os anos, a academia norte-americana recebe candidaturas de quase cem países e escolhe apenas cinco obras. Obviamente, muitos bons filmes ficaram de fora. Mas os que foram escolhidos, em 2016, merecem toda a nossa atenção.

O filho de Saul

O primeiro filme do realizador húngaro László Nemes é um dos grandes favoritos à vitória. Saul está internado em Auschwitz. Só consegue escapar à morte porque trabalha para os nazis nos fornos crematórios. Um dia, crê reconhecer o cadáver do filho e lança-se numa busca desesperada para lhe dar um funeral digno. O som do filme, mais do que as imagens, mostra-nos todo o horror dos campos de concentração.

Mustang

“Mustang” é outro dos candidatos de peso ao Óscar de melhor filme em língua não inglesa. O filme mostra-nos a fúria de viver de cinco raparigas enclausuradas em casa. No último dia de escola, numa aldeia da Turquia, cinco irmãs órfãs brincam com rapazes na praia. Uma vizinha afirma que elas se comportaram como prostitutas. O tio obriga-os a fazer um teste de virgindade, fecha-as em casa e começa a planear os casamentos das sobrinhas. A energia das cinco atrizes é um dos pontos fortes da primeira longa-metragem da realizadora franco turca Deniz Gamze Ergüven. “Mustang” é o candidato da França aos Óscares.

Theeb

Pela primeira vez, a Jordânia é candidata ao prémio da Academia. A primeira longa-metragem de Naji Abu Nowar é uma história de vingança e sobrevivência protagonizada por uma criança beduína. Em 1916, em plena primeira guerra mundial, na província otomana de Hijaz, um rapaz beduíno, decide acompanhar um soldado britânico. A viagem é perigosa. O deserto jordano está repleto de mercenários e grupos rebeldes. Para sobreviver, Theeb terá de tomar decisões difíceis e deixar a infância para trás.

O abraço da serpente

O filme colombiano “O abraço da serpente” transporta-nos até ao coração da Amazónia e descreve o desencontro entre dois mundos, o índio e o ocidental. A longa-metragem de Ciro Guerra gira em torno de um xamã solitário que perdeu a memória depois do desaparecimento do povo a que pertencia. Um dia, é-lhe pedido para acompanhar um botânico norte-americano que procura uma planta misteriosa capaz de ensinar os homens a sonhar. A viagem vai pô-los em contacto com um mundo em vias de extinção e com os horrores do colonialismo.

Uma guerra

A Dinamarca concorre aos Óscares com um filme poderoso sobre o absurdo da guerra. O realizador dinamarquês Tobias Lindholm conta-nos a de um militar destacado para o Afeganistão. O Capitão Pedersen dirige uma missão para ajudar a reconstruir o país. Na Dinamarca, a mulher cuida sozinha dos três filhos. Um dia, Pedersen dá ordens para bombardear uma zona de modo a salvar um soldado. O ataque provoca a morte a onze mulheres e crianças. De regresso à Dinamarca, é chamado a responder em tribunal por crimes de guerra. Será que o tema da guerra no Afeganistão vai seduzir os membros da Academia?

Descubra todos os filmes nomeados aos Óscares nas várias categorias, na nossa página especial dedicada aos prémios da Academia de Hollywood.