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Gravity: O Campeonato do Mundo de esqui alpino volta a Chamonix depois de 4 anos de ausência

Esta semana, as provas de Chamonix em França e de La Thuile, em Itália, estão em destaque

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Gravity: O Campeonato do Mundo de esqui alpino volta a Chamonix depois de 4 anos de ausência

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Nesta edição de GRAVITY, estaremos em Chamonix, em França, onde tem lugar o Campeonato Mundial de esqui alpino, depois de 4 anos de ausência.

No nosso menu desportivo, temos uma prova combinada e uma descida. Mas falaremos disso mais adiante.

Por agora, atravessemos o Monte Branco e cruzemos a fronteira que separa França de Itália para saber como correram as provas de velocidade femininas organizadas pela primeira vez em La Thuile, na região de Vale d’Aosta.

​Tina Weirather surpreendeu as rivais este domingo durante a prova SUPER-G em La Thuile. Weirather foi superior às favoritas Lara Gut e Lindsey Vonn. A esquiadora do Liechtenstein consegue assim, aos 26 anos, a quinta vitória da carreira e confirma uma excelente temporada.

​ Lara Gut precisou de mais 57 centésimos para terminar o trajeto. Uma marca que lhe garantiu o segundo lugar na prova deste domingo. A esquiadora suíça é quinta na classificação geral nas provas de descida deste campeonato, com 374 pontos, e segunda na classificação geral, com 1097 pontos.

A esquiadora dos Estados Unidos, Lindsey Vonn, precisou de mais 64 centésimos para completar a prova. Ainda assim, Vonn continua primeira na classificação geral do Campeonato do Mundo, com 1140 pontos.

O local de batalha da descida de Chamonix foi a Verte des Houches, a famosa pista mítica. Com mais de 3 quilómetros de comprimento, 850 metros de piso irregular, várias passagens técnicas, como a do rochedo branco e com saltos como o de Goulet, a pista cumpre com todas as expectativas e assegura muita adrenalina.

Dominik Paris foi o vencedor da descida deste sábado. O italiano teve assim um fim de semana perfeito, tendo ficado segundo na prova combinada de sexta-feira.

Aqui tive o meu primeiro pódio e a minha primeira vitoria da temporada. Parece uma loucura, mas tinha um bom feeling. Sabia como dar o meu melhor e isso pode ter marcado a diferença.

Segundo lugar para Steve Nyman, dos Estados Unidos, que terminou a 35 centésimos do vencedor. Depois da prova, o esquiador, muito confiante, disse estar em grande forma.

Estou num grande momento da minha carreira. Tenho autoconfiança e sei quais são os meus objetivos. E as provas saem melhor quando sabes quais são as tuas possibilidades.

O esquiador francês Guillermo Fayet foi quarto em Chamonix e quase chegou ao pódio. Apoiado pelo público de casa, disse ter ficado desiludido por não ter conseguido ficar entre os três primeiros.

É uma deceção não subir ao pódio ao estar em casa. Todos acreditaram em mim todos me apoiaram ao longo da semana. Queria oferecer um bom resultado às pessoas. Foi um centésimo de segundo que me custou muito caro.

A próxima etapa do Campeonato do Mundo é já a partir de terça-feira e tem direito a um City Event, um slalom paralelo que tem lugar em Estocolmo, na Suécia. A prova realiza-se à noite, com a ajuda de projetores. Algo que resulta, quase sempre, num grande espetáculo, segundo o consultor desportivo da EuroNews, Franck Piccard:

As condições são realmente melhores do que durante o dia, pois luz encontra-se melhor equilibrada e está presente ao longo de todo o percurso. É, além disso, uma luz neutra, pelo que não há brancas, ou seja, momentos com falta de visibilidade. Do ponto de vista do público, é um espetáculo muito interessante. Gosto muito das competições noturnas, pois podemos apreciar realmente bem o trabalho do esquiador, como a velocidade, por exemplo. Vemos a prestação até melhor do que durante o dia. São provas que fazem do esqui uma modalidade mais interessante.